A desoras, por haver noites que não dormem, como mais esta que por ela passamos com a retina na memória do mártir da Praça Syntagma, Dimitris Christoulas, que ao disparar sobre si, imolando-se na pátria dos deuses do Olimpo, deu um tiro, também, na consciência de todos os Homens Livres, Honestos, Honrados e Impolutos, enxovalhados, emporcalhados e açoitados, pelas bestas, pelos grunhos, pelos sevandijas que nos conduzem à miséria material, nos conspurcam a alma e tentam vergar-nos a cerviz. Têm nome: - São os eufemisticamente denominados governantes de países comunitários como Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda, Alemanha…, que eles, mais não são que lacaios rastejantes e sabujos, como é timbre dos vermes, servis – e ao serviço - da canalha da grande finança e de sinistras corporações multinacionais.
Contam-se por centenas os que semanalmente em Portugal se suicidam pelas mesmas razões. E por eles e com eles presentes na memória, esperamos, em breve, porque a impunidade não pode reinar eternamente e ainda acalentamos a esperança - coisas da educação judaico-cristã - que haja em breve uma Revolução neste país, para ajustarmos contas com os malfeitores que conduziram e continuam a conduzir a maioria do povo português para a miséria absoluta.
Apetece-nos gritar de revolta a plenos pulmões: PUTA QUE OS PARIU!...
Pedro Manuel Pereira
domingo, 8 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
MORRER DE PÉ NA PRAÇA SYNTAGMA
Quando se ouviu um tiro na Praça Syntagma,
logo houve quem dissesse: “É a polícia que ataca !”.
Mas não, Dimitris Christoulas trazia consigo a arma,
a carta de despedida, a dor sem nome, a bravura,
e vinha só, sem medo, ele que já vivera os tempos
de silêncio e chumbo do terror dos coronéis.
Mas nessa altura era jovem e tinha esperança.
Agora tudo isso findara, mas não a dignidade,
que essa, por não ter preço, não se rende nem desiste.
Dimitris Christoulas podia ser apenas um pai cansado,
um avô sem alento para sorrir, um irmão mais velho,
um vizinho tão cansado de sofrer. Mas era muito mais
do que isso. Era a personagem que faltava
a esta tragédia grega que nem Sófocles ou Édipo
se lembraram de escrever, por ser muito mais próxima
da vida do que da imaginação de quem efabula.
Ouviu-se o tiro, seco e certeiro, e tudo terminou ali
para começar logo no instante seguinte sob a forma
de revolta que não encontra nas bocas
as palavras certas para conquistar a rua.
Quando assim acontece, o silêncio derruba muralhas.
Aos jovens, que podiam ser seus filhos e netos,
o mártir da Praça Syntagma pediu apenas
para não se renderem, para não se limitarem
a ser unidades estatísticas na humilhação de uma pátria. Não lhes pediu para imitarem o seu gesto,
mas sim que evitassem a sua trágica repetição.
E eles ouviram-no e choraram por ele, e com ele,
sabendo-o já a salvo da humilhação
de deambular pelas lixeiras para não morrer de fome.
Até os deuses, na sua olímpica distância,
se perfilaram de assombro ante a coragem deste gesto.
Até os deuses sentiram desprezo, maior do que é costume, pela ignomínia de quem se vende
para tornar ainda maior a riqueza de quem manda.
A Dimitris bastou um só disparo, limpo e breve,
para resumir a fogo toda a razão que lhe ia na alma. Estava livre. Tornara-se herói de tragédia
enquanto a Primavera namorava a bela Atenas,
deusa tantas vezes idolatrada e venerada.
Assim se despedia um homem de bem,
com a coragem moral de quem o destino não vence.
Quando o tiro ecoou na praça de todas as revoltas,
Dimitris Christoulas deixou voar uma pomba,
uma borboleta, uma gaivota triste do Pireu
e disse, com um aceno: “Eu continuo aqui,
de pé firme, porque nada tem a força de um homem
quando chega a hora de mostrar que tem razão”.
Depois vieram nuvens, flores e lágrimas,
súplicas, gritos e preces, e o mártir da Syntagma,
tão terreno e finito como qualquer homem com fome,
ergueu-se nos ares e abraçou a multidão com ternura.
José Jorge Letria
6 de Abril de 2012
logo houve quem dissesse: “É a polícia que ataca !”.
Mas não, Dimitris Christoulas trazia consigo a arma,
a carta de despedida, a dor sem nome, a bravura,
e vinha só, sem medo, ele que já vivera os tempos
de silêncio e chumbo do terror dos coronéis.
Mas nessa altura era jovem e tinha esperança.
Agora tudo isso findara, mas não a dignidade,
que essa, por não ter preço, não se rende nem desiste.
Dimitris Christoulas podia ser apenas um pai cansado,
um avô sem alento para sorrir, um irmão mais velho,
um vizinho tão cansado de sofrer. Mas era muito mais
do que isso. Era a personagem que faltava
a esta tragédia grega que nem Sófocles ou Édipo
se lembraram de escrever, por ser muito mais próxima
da vida do que da imaginação de quem efabula.
Ouviu-se o tiro, seco e certeiro, e tudo terminou ali
para começar logo no instante seguinte sob a forma
de revolta que não encontra nas bocas
as palavras certas para conquistar a rua.
Quando assim acontece, o silêncio derruba muralhas.
Aos jovens, que podiam ser seus filhos e netos,
o mártir da Praça Syntagma pediu apenas
para não se renderem, para não se limitarem
a ser unidades estatísticas na humilhação de uma pátria. Não lhes pediu para imitarem o seu gesto,
mas sim que evitassem a sua trágica repetição.
E eles ouviram-no e choraram por ele, e com ele,
sabendo-o já a salvo da humilhação
de deambular pelas lixeiras para não morrer de fome.
Até os deuses, na sua olímpica distância,
se perfilaram de assombro ante a coragem deste gesto.
Até os deuses sentiram desprezo, maior do que é costume, pela ignomínia de quem se vende
para tornar ainda maior a riqueza de quem manda.
A Dimitris bastou um só disparo, limpo e breve,
para resumir a fogo toda a razão que lhe ia na alma. Estava livre. Tornara-se herói de tragédia
enquanto a Primavera namorava a bela Atenas,
deusa tantas vezes idolatrada e venerada.
Assim se despedia um homem de bem,
com a coragem moral de quem o destino não vence.
Quando o tiro ecoou na praça de todas as revoltas,
Dimitris Christoulas deixou voar uma pomba,
uma borboleta, uma gaivota triste do Pireu
e disse, com um aceno: “Eu continuo aqui,
de pé firme, porque nada tem a força de um homem
quando chega a hora de mostrar que tem razão”.
Depois vieram nuvens, flores e lágrimas,
súplicas, gritos e preces, e o mártir da Syntagma,
tão terreno e finito como qualquer homem com fome,
ergueu-se nos ares e abraçou a multidão com ternura.
José Jorge Letria
6 de Abril de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
O NEOLIBERALISMO NO SEU ESPLENDOR
Por Pedro Manuel Pereira
Não existe solução económica e social para a atual conjuntura, enquanto não houver uma justa distribuição da riqueza e de transparência, lealdade e honestidade nas relações, entre os cidadãos e os sectores produtivos, e enquanto existir um grupo de indivíduos denominado no seu conjunto de governo, que deveria ser o regulador entre ambos e toma partido pelos donos da produção.
Ao invés de governar, essa gentinha tem vindo a agir como uma verdadeira comissão liquidatária da nação, cometendo verdadeiras tropelias contra o povo, numa versão mais sombria que a comissão liquidatária que substituíram.
Tem esta gente presente como uma das suas máximas: - «O ato de governar não é mais do que uma forma de não perder o controlo da população».
Não é isso que queremos. Não é de gente dessa que o país necessita.
Portugal é um país em pré-falência económica e social e a Europa é um continente à beira da rutura e da miséria.
É inegável que os corruptos e os criminosos, encontram menos humilhações e mais benefícios nas suas actividades ilícitas do que exercendo actividades honestas aos preços atuais do mercado laboral, por isso, pululam cada vez mais em cada esquina, facilitada que têm a sua atividade, através da livre circulação entre fronteiras.
Decorrentes deste facto, a insegurança, o medo e a perda são realidades do quotidiano. Vive-se em estado de pré-guerra civil.
Entretanto, a ira dos reformados – não obstante as suas idades – irá começar a sentir-se na prática, de uma forma ou de outra nos próximos tempos, face aos cortes quase dissimulados nos seus rendimentos mensais, entre outras malfeitorias.
Por outro lado, as hordas de desempregados, quer os das estatísticas oficiais, quer os que não se encontram inscritos nas estatísticas - e que serão outros tantos - estão a criar legiões de revoltados, verdadeiras bombas relógio a detonar quando menos se espera, não obstante alguma descompressão que – ainda - se verifica, dado o êxodo emigratório, enquanto os que tem ocupação laboral remunerada vêm todos os dias aumentar a carga fiscal sobre o fruto da sua atividade, a par dos efetivos cortes salarias.
Generalizado a todos: - O galopante e diariamente progressivo custo de vida.
Face a este sucinto cenário, o sentimento de injustiça social, de ira e de revolta aumenta a cada dia que passa de forma exponencial.
A história de Portugal é feita de colonizações, de migrações, de emigrações, de guerras, de guerrilhas, de exílios e da destruição do enraizamento e do orgulho pátrio. É a história desta soma que faz de nós – quase - estrangeiros em Portugal e portugueses no estrangeiro.
Fomos obliterados na nossa língua pelo ensino abastardado e sinistro, pelas músicas avessas às nossas raízes culturais, pelos big brothers e outro lixo televisivos, pela pornografia de massas, pelos políticos com as suas gestões venais.
Acresce o trabalho incaracterístico, desumano e o controlo levado a cabo pelo poder do Estado que ensina, disciplina e regista todos os movimentos dos cidadãos através dos meios informáticos de que dispõe, para que nada mais reste senão a cidadania portuguesa (em que medida?) impressa num cartão do cidadão com chip eletrónico, reduzindo-o a um mero número descartável.
O trabalho de desumanização social foi encetado em Portugal há pouco mais de um século, com o surto da industrialização que pelo seu processo evolutivo desenraizou as pessoas dos seus lugares ancestrais, rompendo-se dessa forma as familiaridades de bairro, de aldeia, das ligações aos lugares, de ocupação laboral, de parentesco, das formas de fazer e de falar e do falar.
Estamos na reta final. Vivemos a incongruência de uma sociedade de trabalhadores sem trabalho.
A evidência da ruína económica e social que vivemos e que sentimos arrepia-nos só pela ideia antecipada do que aí vem.
Uma só alternativa encontrou a comissão liquidatária para fazer face ao apocalipse em marcha: - Decrescer; consumir e produzir menos, transformando os cidadãos em náufragos que esbracejando tentam sobreviver.
Procura-se – por desespero - regressar às velhas fórmulas de economia doméstica dos nossos pais, dos nossos avós, à idade de ouro da pequena burguesia dos tempos salazarentos: - «No poupar é que está o ganho», máxima apologética de eleição do ditador.
Para quem ainda não reparou: atente que se encontra em marcha um movimento de desmantelamento do atual modelo civilizacional.
Eis o neoliberalismo no seu esplendor.
Não existe solução económica e social para a atual conjuntura, enquanto não houver uma justa distribuição da riqueza e de transparência, lealdade e honestidade nas relações, entre os cidadãos e os sectores produtivos, e enquanto existir um grupo de indivíduos denominado no seu conjunto de governo, que deveria ser o regulador entre ambos e toma partido pelos donos da produção.
Ao invés de governar, essa gentinha tem vindo a agir como uma verdadeira comissão liquidatária da nação, cometendo verdadeiras tropelias contra o povo, numa versão mais sombria que a comissão liquidatária que substituíram.
Tem esta gente presente como uma das suas máximas: - «O ato de governar não é mais do que uma forma de não perder o controlo da população».
Não é isso que queremos. Não é de gente dessa que o país necessita.
Portugal é um país em pré-falência económica e social e a Europa é um continente à beira da rutura e da miséria.
É inegável que os corruptos e os criminosos, encontram menos humilhações e mais benefícios nas suas actividades ilícitas do que exercendo actividades honestas aos preços atuais do mercado laboral, por isso, pululam cada vez mais em cada esquina, facilitada que têm a sua atividade, através da livre circulação entre fronteiras.
Decorrentes deste facto, a insegurança, o medo e a perda são realidades do quotidiano. Vive-se em estado de pré-guerra civil.
Entretanto, a ira dos reformados – não obstante as suas idades – irá começar a sentir-se na prática, de uma forma ou de outra nos próximos tempos, face aos cortes quase dissimulados nos seus rendimentos mensais, entre outras malfeitorias.
Por outro lado, as hordas de desempregados, quer os das estatísticas oficiais, quer os que não se encontram inscritos nas estatísticas - e que serão outros tantos - estão a criar legiões de revoltados, verdadeiras bombas relógio a detonar quando menos se espera, não obstante alguma descompressão que – ainda - se verifica, dado o êxodo emigratório, enquanto os que tem ocupação laboral remunerada vêm todos os dias aumentar a carga fiscal sobre o fruto da sua atividade, a par dos efetivos cortes salarias.
Generalizado a todos: - O galopante e diariamente progressivo custo de vida.
Face a este sucinto cenário, o sentimento de injustiça social, de ira e de revolta aumenta a cada dia que passa de forma exponencial.
A história de Portugal é feita de colonizações, de migrações, de emigrações, de guerras, de guerrilhas, de exílios e da destruição do enraizamento e do orgulho pátrio. É a história desta soma que faz de nós – quase - estrangeiros em Portugal e portugueses no estrangeiro.
Fomos obliterados na nossa língua pelo ensino abastardado e sinistro, pelas músicas avessas às nossas raízes culturais, pelos big brothers e outro lixo televisivos, pela pornografia de massas, pelos políticos com as suas gestões venais.
Acresce o trabalho incaracterístico, desumano e o controlo levado a cabo pelo poder do Estado que ensina, disciplina e regista todos os movimentos dos cidadãos através dos meios informáticos de que dispõe, para que nada mais reste senão a cidadania portuguesa (em que medida?) impressa num cartão do cidadão com chip eletrónico, reduzindo-o a um mero número descartável.
O trabalho de desumanização social foi encetado em Portugal há pouco mais de um século, com o surto da industrialização que pelo seu processo evolutivo desenraizou as pessoas dos seus lugares ancestrais, rompendo-se dessa forma as familiaridades de bairro, de aldeia, das ligações aos lugares, de ocupação laboral, de parentesco, das formas de fazer e de falar e do falar.
Estamos na reta final. Vivemos a incongruência de uma sociedade de trabalhadores sem trabalho.
A evidência da ruína económica e social que vivemos e que sentimos arrepia-nos só pela ideia antecipada do que aí vem.
Uma só alternativa encontrou a comissão liquidatária para fazer face ao apocalipse em marcha: - Decrescer; consumir e produzir menos, transformando os cidadãos em náufragos que esbracejando tentam sobreviver.
Procura-se – por desespero - regressar às velhas fórmulas de economia doméstica dos nossos pais, dos nossos avós, à idade de ouro da pequena burguesia dos tempos salazarentos: - «No poupar é que está o ganho», máxima apologética de eleição do ditador.
Para quem ainda não reparou: atente que se encontra em marcha um movimento de desmantelamento do atual modelo civilizacional.
Eis o neoliberalismo no seu esplendor.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
ONDA DE MORTE MATADA ATACA O PAÍS QUE NÃO EXISTE
A Comissão Liquidatária da Nação só pode ser uma rapaziada felizarda: - Continuam tranquilamente a desmantelar o país num autêntico «passeio dos alegres», porque cada vez há menos gente para protestar nas ruas ou onde quer que seja.
Aceitando o seu conselho, como de boa mente, milhares de cidadãos fogem (eufemisticamente falando: emigram) todos as semanas do cú da Europa para bem longe, enquanto nas últimas semanas a parca atacou ferozmente outros tantos milhar de pessoas à razão de 400 por dia, em média (3000 só na última semana) entre os mais idosos (menos despesas para a Nação) e os da faixa etária dos 40 aos 60 anos. Estes, talvez devido a alguma onda de bruxedo ou mau-olhado, que voga por aí.
Dizem que é do frio e da gripe. Se calhar é da vacina contra a famosa gripe A, que no ano passado foi impingida à população como uma panaceia maravilhosa, enquanto reputados especialistas mundiais alertavam as pessoas para não deixarem que lhes fosse administrada, uma vez que conduziria à morte.
Este ano, parte da mesma entrou na composição de outra vacina sazonal. O grupo de risco e muita outra gente tomou-a. Foram milhares.
Assim sendo, pois, a Comissão Liquidatária da Nação pode continuar à rédea solta a cometer todo o tipo de despautérios e atentados contra o povo. Impunemente, porque o país está cada vez mais engelhado, por mor de ver a sua população minguar de forma drástica, progressivamente.
Pedro Manuel Pereira
Aceitando o seu conselho, como de boa mente, milhares de cidadãos fogem (eufemisticamente falando: emigram) todos as semanas do cú da Europa para bem longe, enquanto nas últimas semanas a parca atacou ferozmente outros tantos milhar de pessoas à razão de 400 por dia, em média (3000 só na última semana) entre os mais idosos (menos despesas para a Nação) e os da faixa etária dos 40 aos 60 anos. Estes, talvez devido a alguma onda de bruxedo ou mau-olhado, que voga por aí.
Dizem que é do frio e da gripe. Se calhar é da vacina contra a famosa gripe A, que no ano passado foi impingida à população como uma panaceia maravilhosa, enquanto reputados especialistas mundiais alertavam as pessoas para não deixarem que lhes fosse administrada, uma vez que conduziria à morte.
Este ano, parte da mesma entrou na composição de outra vacina sazonal. O grupo de risco e muita outra gente tomou-a. Foram milhares.
Assim sendo, pois, a Comissão Liquidatária da Nação pode continuar à rédea solta a cometer todo o tipo de despautérios e atentados contra o povo. Impunemente, porque o país está cada vez mais engelhado, por mor de ver a sua população minguar de forma drástica, progressivamente.
Pedro Manuel Pereira
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
OS PRESUMÍVEIS
Num País onde os assassinos confessos são considerados «presumíveis assassinos»; onde os ladrões, os assaltantes apanhados em flagrante delito são «presumíveis larápios»; onde os políticos e outros indivíduos, provadamente corruptos são emoldurados num pacote chamado de «presumível corrupção», logo, estamos perante um PRESUMÍVEL PAÍS.
Assim, como viver no seio da PRESUNÇÃO, que é sinónimo de PRESUNTIVO, PROVÁVEL e PUTATIVO, logo, todo o cidadão decente e honesto deve ponderar seriamente em viajar para bem longe deste arremedo de país, aceitando como uma atitude de boa-fé e desejo de bem-querer dos seus concidadãos, o conselho avisado do chefe da Comissão Liquidatária da Nação: - EMIGREM. Diria mais: Emigremos.
Pedro Manuel Pereira
Assim, como viver no seio da PRESUNÇÃO, que é sinónimo de PRESUNTIVO, PROVÁVEL e PUTATIVO, logo, todo o cidadão decente e honesto deve ponderar seriamente em viajar para bem longe deste arremedo de país, aceitando como uma atitude de boa-fé e desejo de bem-querer dos seus concidadãos, o conselho avisado do chefe da Comissão Liquidatária da Nação: - EMIGREM. Diria mais: Emigremos.
Pedro Manuel Pereira
domingo, 12 de fevereiro de 2012
A DECADÊNCIA MISERÁVEL DO POVO PORTUGUÊS
«Atualmente a sociedade portuguesa oferece aspetos graves de desmoralização, de corrupção e de decadência. Estes aspetos refletem-se em todas as classes sociais, como em todas as corporações e agrupamentos, como particularmente nos indivíduos. O estado mórbido da sociedade portuguesa é, evidentemente, influenciado pela decadência das sociedades contemporâneas; mas por causas morais e psicológicas, falência da mentalidade, ausência de valores sociais e intelectuais, tornam possível que a sociedade portuguesa seja das mais degenerescentes.
A República constituiu-se sob as fórmulas da democracia; o governo provisório, saído da revolução de 1910, promulgou várias medidas de largo alcance social, político e religioso; porém, estas medidas são, ainda hoje, apenas princípios enunciados numa legislação farta mas incompleta. Depois deste governo, nenhum outro promulgou tais princípios. A mentalidade dos homens do Estado republicano decaiu; surgiram as rivalidades políticas, as lutas violentas e homicidas entre as fações dissidentes, que atualmente persistem e trazem o país agitado.
Pouco a pouco, quase insensivelmente o Estado republicano e todas as suas instituições caíram no domínio da reação; e este domínio é tão completo que os reacionários já não pensam em fazer o retrocesso das formas de governo: procuram unicamente reprimir brutalmente qualquer princípio de liberdade e de justiça. Portugal é o país que mais leis de exceção conta; os códigos penais e administrativos encontram-se tão deficientes e tão mal-organizados que as autoridades, sejam as da nação, sejam as de uma aldeia, permitem-se exercer o arbítrio sem que os lesados possam recorrer. Não há uma única lei de responsabilidade política.
Senhores de um estado tão desconjuntado, possuidores de todas as armas ofensivas, os reacionários realizam a sua obra liberticida e anti-humana, sua necessidade de travar grandes lutas para se imporem, dado que nenhuma força os contesta. Os grandes financeiros e os grandes industriais que são todos monárquicos ou católicos, predominam economicamente; impedem a reforma social mais insignificante. Preocupam-se mais com os jogos da bolsa do que com o progresso industrial. E com esta sua ação indigna, semeiam a miséria e o mal-estar por todas as classes, não excluindo a classe média.»
Edgar Rodrigues, in HISTÓRIA DO MOVIMENTO ANARQUISTA EM PORTUGAL
O texto que aqui se reproduz, escrito há mais de cinquenta anos, ilustra o leitor para um facto insofismável: - Infelizmente a História portuguesa repete-se, por ciclos, em todos os séculos, desde que Portugal é um Estado-Nação. Torna-se enfadonha de ler e – neste caso – de vivê-la, como é o caso de todos nós portugueses, no país de hoje. A comissão liquidatária da nação vem-se encarregando com esmero e eficiência - como serventuários bem pagos que são, das corporações bancárias internacionais - de desmantelar o tecido produtivo do país, incentivando os seus compatriotas a emigrarem, promovendo a fome e a miséria, porque a finalidade última dos seus patrões (ou donos?) é a de transformar Portugal num exemplo a seguir para a restante Europa comunitária. Cabe ao povo português abrir os olhos e usar de uma das prorrogativas que a Constituição da República Portuguesa – ainda – consigna no Artigo 21.º - Direito de Resistência: Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.
Pedro Manuel Pereira
A República constituiu-se sob as fórmulas da democracia; o governo provisório, saído da revolução de 1910, promulgou várias medidas de largo alcance social, político e religioso; porém, estas medidas são, ainda hoje, apenas princípios enunciados numa legislação farta mas incompleta. Depois deste governo, nenhum outro promulgou tais princípios. A mentalidade dos homens do Estado republicano decaiu; surgiram as rivalidades políticas, as lutas violentas e homicidas entre as fações dissidentes, que atualmente persistem e trazem o país agitado.
Pouco a pouco, quase insensivelmente o Estado republicano e todas as suas instituições caíram no domínio da reação; e este domínio é tão completo que os reacionários já não pensam em fazer o retrocesso das formas de governo: procuram unicamente reprimir brutalmente qualquer princípio de liberdade e de justiça. Portugal é o país que mais leis de exceção conta; os códigos penais e administrativos encontram-se tão deficientes e tão mal-organizados que as autoridades, sejam as da nação, sejam as de uma aldeia, permitem-se exercer o arbítrio sem que os lesados possam recorrer. Não há uma única lei de responsabilidade política.
Senhores de um estado tão desconjuntado, possuidores de todas as armas ofensivas, os reacionários realizam a sua obra liberticida e anti-humana, sua necessidade de travar grandes lutas para se imporem, dado que nenhuma força os contesta. Os grandes financeiros e os grandes industriais que são todos monárquicos ou católicos, predominam economicamente; impedem a reforma social mais insignificante. Preocupam-se mais com os jogos da bolsa do que com o progresso industrial. E com esta sua ação indigna, semeiam a miséria e o mal-estar por todas as classes, não excluindo a classe média.»
Edgar Rodrigues, in HISTÓRIA DO MOVIMENTO ANARQUISTA EM PORTUGAL
O texto que aqui se reproduz, escrito há mais de cinquenta anos, ilustra o leitor para um facto insofismável: - Infelizmente a História portuguesa repete-se, por ciclos, em todos os séculos, desde que Portugal é um Estado-Nação. Torna-se enfadonha de ler e – neste caso – de vivê-la, como é o caso de todos nós portugueses, no país de hoje. A comissão liquidatária da nação vem-se encarregando com esmero e eficiência - como serventuários bem pagos que são, das corporações bancárias internacionais - de desmantelar o tecido produtivo do país, incentivando os seus compatriotas a emigrarem, promovendo a fome e a miséria, porque a finalidade última dos seus patrões (ou donos?) é a de transformar Portugal num exemplo a seguir para a restante Europa comunitária. Cabe ao povo português abrir os olhos e usar de uma das prorrogativas que a Constituição da República Portuguesa – ainda – consigna no Artigo 21.º - Direito de Resistência: Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.
Pedro Manuel Pereira
domingo, 22 de janeiro de 2012
PENSAMENTOS (MUITO) PROFUNDOS
QUAL A DIFERENÇA ENTRE UMA DISSOLUÇÃO E UMA SOLUÇÃO?
Uma dissolução seria meter um político
num tanque de ácido para que se dissolva.
Uma solução seria metê-los a todos.
PORTUGAL...
...É um país geométrico: é rectangular e tem problemas bicudos discutidos em mesas redondas, por bestas quadradas!
Os problemas do nosso país são essencialmente agrícolas:
- Excesso de nabos; falta de tomates e muito grelo abandonado.
Os trabalhadores mais incapazes
são sistematicamente promovidos para o lugar
onde possam causar menos danos: a chefia.
Uma dissolução seria meter um político
num tanque de ácido para que se dissolva.
Uma solução seria metê-los a todos.
PORTUGAL...
...É um país geométrico: é rectangular e tem problemas bicudos discutidos em mesas redondas, por bestas quadradas!
Os problemas do nosso país são essencialmente agrícolas:
- Excesso de nabos; falta de tomates e muito grelo abandonado.
Os trabalhadores mais incapazes
são sistematicamente promovidos para o lugar
onde possam causar menos danos: a chefia.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
PORTUGAL – UM PAÍS DE DOENTES
Por Pedro Manuel Pereira
A situação económica e social que vivemos no presente é uma pecha bem antiga. Quase diria que faz parte da genética do lusitano (se é que existem lusitanos!).
O português é, desde a sua ancestralidade e na sua maioria, manhoso, madraço, egoísta, com horror aos bancos das escolas e avesso à leitura, pouco asseado, o que lhe dá aquele odor característico da sua espécie a cebola requentada a emanar dos sovacos, como machista que é, «graças a Deus!». Ao português para ser feliz bastam-lhe umas divisórias num apartamento suburbano onde se acomodar mais a sua «esposa» e os seus «rebentos»; um televisor de plasma ou lcd com ligação por cabo ao sport têvê; a leitura dos títulos do jornal a Bola - o periódico mais vendido em Portugal; um emprego onde ganhe bem e se esforce o menos possível; uma companheira pouco inteligente, puta na cama e boa a cozinhar; um fato de treino para vestir aos fins-de-semana e o levar a passear ao shoping «mais a patroa», com o dito jornal debaixo do braço e umas patuscadas de vez em quando com uns amigalhaços.
A política? A governação do país? - Isso é para os políticos - «a minha política é o trabalho», já o afirmava o visionário estadista de Santa Comba, o botas. Os partidos políticos?: - «Uma cambada de chulos e madraços». «Haviam era de ir trabalhar todos para as obras!... Malandros!». - Votar? «Para quê? para irem ganhar que nem uns leões à conta dos meus impostos? - Bandos de gatunos!». - «O que me vale é que nos momentos difíceis rezo sempre à senhora de Fátima! Até tenho em casa uma imagem dela que comprei na feira da Coina no ano passado».
Não há governo que resista a este povo. Enquanto não houver mudança de mentalidades, a culpa de tudo o que vai mal será sempre do governo, seja ele de direita, de esquerda ou cor de burro quando foge.
As mentalidades portugas só poderão mudar se houver um cataclismo, mas como tal fenómeno não se vislumbra nem é previsível, o país vai continuar, em cada dia que passa, a definhar, a engelhar gradualmente, tal como aquelas ameixas que se comem com efeitos laxativos.
Parafraseando outro grande visionário e estadista do momento, que é o primeiro-ministro Coelho aos Passos (não tenho a certeza se é assim que se escreve…), a minha sugestão aos jovens portugueses é: pirem-se daqui para fora, para outro país, para bem longe, que este lugarejo não é para gente saudável.
A situação económica e social que vivemos no presente é uma pecha bem antiga. Quase diria que faz parte da genética do lusitano (se é que existem lusitanos!).
O português é, desde a sua ancestralidade e na sua maioria, manhoso, madraço, egoísta, com horror aos bancos das escolas e avesso à leitura, pouco asseado, o que lhe dá aquele odor característico da sua espécie a cebola requentada a emanar dos sovacos, como machista que é, «graças a Deus!». Ao português para ser feliz bastam-lhe umas divisórias num apartamento suburbano onde se acomodar mais a sua «esposa» e os seus «rebentos»; um televisor de plasma ou lcd com ligação por cabo ao sport têvê; a leitura dos títulos do jornal a Bola - o periódico mais vendido em Portugal; um emprego onde ganhe bem e se esforce o menos possível; uma companheira pouco inteligente, puta na cama e boa a cozinhar; um fato de treino para vestir aos fins-de-semana e o levar a passear ao shoping «mais a patroa», com o dito jornal debaixo do braço e umas patuscadas de vez em quando com uns amigalhaços.
A política? A governação do país? - Isso é para os políticos - «a minha política é o trabalho», já o afirmava o visionário estadista de Santa Comba, o botas. Os partidos políticos?: - «Uma cambada de chulos e madraços». «Haviam era de ir trabalhar todos para as obras!... Malandros!». - Votar? «Para quê? para irem ganhar que nem uns leões à conta dos meus impostos? - Bandos de gatunos!». - «O que me vale é que nos momentos difíceis rezo sempre à senhora de Fátima! Até tenho em casa uma imagem dela que comprei na feira da Coina no ano passado».
Não há governo que resista a este povo. Enquanto não houver mudança de mentalidades, a culpa de tudo o que vai mal será sempre do governo, seja ele de direita, de esquerda ou cor de burro quando foge.
As mentalidades portugas só poderão mudar se houver um cataclismo, mas como tal fenómeno não se vislumbra nem é previsível, o país vai continuar, em cada dia que passa, a definhar, a engelhar gradualmente, tal como aquelas ameixas que se comem com efeitos laxativos.
Parafraseando outro grande visionário e estadista do momento, que é o primeiro-ministro Coelho aos Passos (não tenho a certeza se é assim que se escreve…), a minha sugestão aos jovens portugueses é: pirem-se daqui para fora, para outro país, para bem longe, que este lugarejo não é para gente saudável.
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