sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A HISTÓRIA SE REPETE?...

Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço... Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem! Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis? Mazarino: Criam-se outros. Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres. Mazarino: Sim, é impossível. Colbert: E então os ricos? Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres. Colbert: Então como havemos de fazer? Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.

PARA QUEM TENHA A MEMÓRIA FRACA...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

PERÚ DE NATAL

Ingredientes: 1 Perú de 3 kg, 300g de peito de frango, 3 rodelas de ananás, 100g de ameixas pretas descaroçadas, 2 cálices de conhaque, 4 colheres de azeite, 0,5 dl de vinho branco, 1 colher (chá) de canela, sal e pimenta q.b. I Com sal e pimenta polvilhado, O belo perú, por si comprado, Aguarda o recheio recomendado, Ficando reservado ali ao lado. II Os peitos de frango cortadinhos, Vai, na frigideira, refogar Com os frutos, em pedaços, migadinhos, No azeite que acabou de lá deitar. III Com vinho branco, vai regar Após um breve refogado, Com sal, deixe um pouco a cozinhar, Com canela e pimenta polvilhado. IV Prove se o tempero está a seu gosto Para, então, do lume retirar E, o perú que, à parte, tinha posto Vai, com o preparado, rechear. V Após ter sido recheado, A pele da abertura é bem cosida Para, em forno quente, ser assado, Uma meia hora bem medida. VI Mas, antes de, no forno, colocar, O tabuleiro deve ser forrado Com a folha de alumínio que cortar, Antes do perú ser colocado. VII Além do alumínio indicado Um poucochinho de água deve ter, Para o perú não ser queimado, Enquanto esse tempo decorrer. VIII Essa meia hora já passada, O calor do forno vai baixar E, até a carne estar passada Com conhaque e molho, vai regar. IX O molho que, no tabuleiro, ficou, Pelo passador será coado E, com o perú que já assou, Será, na molheira, apresentado. X Para, o seu perú, acompanhar, Um “Arroz Árabe” vai fazer E, para o poder confeccionar, Os ingredientes deve ter: - 3 cebolas, 12 dentes de alho, 2 dl de azeite, 100g de sultanas, 100g de pinhões, 100g de amêndoas, 600g de arroz vaporizado, sal q.b. e 1l de água. I Pique as cebolas muito bem E ponha, no azeite, a refogar Com os alhos que picou também, Mexendo sempre até dourar. II Amêndoas e pinhões lhe junta, então E, um minuto mais, irá manter, Conserve permanente a atenção, Mexendo para bem os envolver. III Sultanas e arroz que já pesou, Irá, no tacho, adicionar E, a água que, entretanto, preparou, De imediato, vai juntar. IV Logo que, a fervura, levantar, Baixe o lume no fogão, Mais um quarto de hora, irá ficar Até terminar a operação. V Com o arroz já cozinhado, Espere uns dez minutos mais E, para obter bom resultado, Envolva o tacho com jornais. VI Será com brilho no olhar, Que tudo apresenta por igual Mas, o perú que preparar, Fará brilhar mais o seu Natal. Fernando Carreira

terça-feira, 23 de novembro de 2010

COMO OS COMILÕES NOS LEVAM À RUÍNA

OS CHUCHAS

Alguém sabe quantos países da União Europeia têm, neste momento, governo socialista? Para ajudar, recordo que a Hungria e o Reino Unido tiveram eleições muito recentemente, pelo que devem ter em atenção possíveis mudanças que tenham ocorrido. Não lhes vem à memória assim de repente? Volto a ajudar – são só 3 (três!). Agora talvez seja mais fácil responder à questão principal: sabem quais são esses países? Não? Ei-los, os gloriosos: GRÉCIA, PORTUGAL e ESPANHA! Ele há coincidências do diabo!!! Logo serem os «mais avançados» da Europa (pelo menos em dívidas, descontrolo das contas públicas e atraso social e estrutural)!

domingo, 14 de novembro de 2010

ATÉ QUANDO ESTE REGABOFE?

(Este é o resumo do estudo encomendado pelo PSD ao Economista Álvaro Santos Pereira, Professor da Simon Fraser University, no Canadá). Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções. Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa – que parece ser mais sensato – os mesmos serem pura e simplesmente extintos. Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem. Veja-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos: ORGANISMOS DESPESA (em milhões de €) Cinemateca Portuguesa 3,9 Instituto Português de Acreditação 4,0 Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos 6,4 Administração da Região Hidrográfica do Alentejo 7,2 Instituto de Infra Estruturas Rodoviárias 7,4 Instituto Português de Qualidade 7,7 Administração da Região Hidrográfica do Norte 8,6 Administração da Região Hidrográfica do Centro 9,4 Instituto Hidrográfico 10,1 Instituto do Vinho do Douro 10,3 Instituto da Vinha e do Vinho 11,5 Instituto Nacional da Administração 11,5 Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural 12,3 Instituto da Construção e do Imobiliário 12,4 Instituto da Propriedade Industrial 14,0 Instituto de Cinema e Audiovisual 16,0 Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional 18,4 Administração da Região Hidrográfica do Algarve 18,9 Fundo para as Relações Internacionais 21,0 Instituto de Gestão do Património Arquitectónico 21,9 Instituto dos Museus 22,7 Administração da Região Hidrográfica do Tejo 23,4 Instituto de Medicina Legal 27,5 Instituto de Conservação da Natureza 28,2 Laboratório Nacional de Energia e Geologia 28,4 Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu 28,6 Instituto de Gestão da Tesouraria e Crédito Público 32,2 Laboratório Militar de Produtos Farmacêuticos 32,2 Instituto de Informática 33,1 Instituto Nacional de Aviação Civil 44,4 Instituto Camões 45,7 Agência para a Modernização Administrativa 49,4 Instituto Nacional de Recursos Biológicos 50,7 Instituto Portuário e de Transportes Marítimos 65,5 Instituto de Desporto de Portugal 79,6 Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres 89,7 Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana 328,5 Instituto do Turismo de Portugal 340,6 Inst. Apoio Pás e Médias Empresas e à Inovação 589,6 Instituto de Gestão Financeira 804,9 Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas 920,6 Instituto de Emprego e Formação Profissional 1.119,9 TOTAL......................... 5.018,4 (cinco biliões, dezoito milhões e quatrocentos mil euros). - Se se reduzissem em 20% as despesas com este – e apenas estes – organismos, as poupanças rondariam os 1000 milhões de euros, e, evitava-se a subida do IVA. - Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas a poupança seria da ordem dos 4000 milhões de €, e, não seriam necessários cortes nos salários. - Se para além disso mais em outros tantos Institutos se procedesse de igual forma, o PEC 3 não teria sequer razão de existir.

SUSPEITOS DE AFUNDAREM FINANÇAS ISLANDESAS COMEÇAM A SER DETIDOS

Dois ex-directores do banco islandês Kaupthing, nacionalizado de urgência em 2008, foram presos esta quinta-feira. Mas a lista de possíveis detidos envolve mais de 125 personalidades, segundo a imprensa. Os directores de bancos islandeses que arrastaram o país para a bancarrota em finais de 2009 foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota da Islândia. Os dois arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações. A imprensa islandesa avança que estas são as primeiras de uma longa lista de detenções de responsáveis pela ruína do país, na sequência do colapso bancário e financeiro da Islândia. Na lista de possíveis detenções nos próximos dias e semanas estão mais de 125 personalidades da antiga elite política, bancária e financeira, com destaque para o ex-ministro da Banca, o ex-ministro das Finanças, dois antigos primeiros-ministros e o ex-governador do banco central. A hipótese de cadeia e confiscação de bens paira também sobre uma dezena de antigos deputados, cerca de 40 gestores e administradores bancários, o antigo director da Banca, os responsáveis pela direcção-geral de Crédito e vários gestores de empresas que facilitaram a fuga de fortunas para o estrangeiro nos dias que antecederam a declaração da bancarrota. Em Outubro de 2008, o sistema bancário islandês, cujos activos representavam o equivalente a dez vezes o Produto Interno Bruto do país, implodiu, provocando a desvalorização acentuada da moeda e uma crise económica inédita. Nós por cá… todos bem

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

POR ESTE ANDAR SÓ RESISTIRÃO DOIS BANCOS

ATENÇÃO Se a crise global continuar, para o fim do ano somente dois bancos ficarão operacionais: o Banco de Sangue e o Banco de Esperma! Mais tarde estes 2 bancos serão fundidos, internacionalizados e passará a ser chamado: The Bloody Fucking Bank.