A Tertúlia Plural é um conjunto de pessoas, diversa e curiosa, independente sem amarras ou vassalagem, liberta de qualquer obrigação política ou partidária, isenta e inoperacional para apoio ou palco de qualquer ilustre conhecido ou desconhecido candidato presidencial e afins.
A Tertúlia Plural reúne-se, periodicamente em Portimão [poderá vir reunir em outro local] em jantar/debate previamente divulgados, para tornar possível que aconteça um exercício de cidadania, o da reflexão conjunta e o do debate da palavra sã, sem peias, livres de espartilhos, de forma a deixar uma valiosa e indelével marca em cada um dos presentes.
A Tertúlia Plural é, portanto, uma Ágora em que todos e cada um dos cidadãos que nela queiram participar se podem expressar livremente, em prol da construção de uma democracia verdadeiramente participativa e actuante.
sábado, 18 de setembro de 2010
A TERTÚLIA PLURAL
A Tertúlia Plural é um conjunto de pessoas, diversa e curiosa, independente sem amarras ou vassalagem, liberta de qualquer obrigação política ou partidária, isenta e inoperacional para apoio ou palco de qualquer ilustre conhecido ou desconhecido candidato presidencial e afins.
A Tertúlia Plural reúne-se, periodicamente em Portimão [poderá vir reunir em outro local] em jantar/debate previamente divulgados, para tornar possível que aconteça um exercício de cidadania, o da reflexão conjunta e o do debate da palavra sã, sem peias, livres de espartilhos, de forma a deixar uma valiosa e indelével marca em cada um dos presentes.
A Tertúlia Plural é, portanto, uma Ágora em que todos e cada um dos cidadãos que nela queiram participar se podem expressar livremente, em prol da construção de uma democracia verdadeiramente participativa e actuante.
sábado, 11 de setembro de 2010
DISCURSO DO EMBAIXADOR MEXICANO
Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência indígena, sobre o pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Europeia.
A Conferência dos Chefes de Estado da União Europeia, Mercosul e Caribe, em Madrid, viveu um momento revelador e surpreendente: os Chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados, um discurso irónico, cáustico e historicamente exacto.
Eis o discurso: "Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.
Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! ·Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas.Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indemnização por perdas e danos.Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.
Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização. Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos? Não. No aspecto estratégico, delapidaram-nos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.
Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo. Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, concedendo-lhes 200 anos de bónus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluimos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra. Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?
Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas. Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação de dívida histórica..."
Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Europeia, Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira Dívida Externa.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
AÍ ESTÃO ELAS DE NOVO ! - A LIBERDADE INDIVIDUAL E AS VACINAS DA GRIPE
Diz-se por aí que os americanos do norte estão a aperfeiçoar uma norma para eventuais despedimentos, com justa causa, de enfermeiros e médicos, que não apresentem certificado da vacina da gripe A, que este ano deve passar a B.
Nós já tivemos isso com o BCG e Tétano, aquando da passagem do atestado de robustez física para concorrer à função pública. Não temos certezas à forma como se procede hoje, pois o Sócrates, na sua política real, extinguiu a função pública, provavelmente para, segundo as teorias de Max Weber no “Cientista e político”, empregar a sua militância, através de esquemas de venda de serviços e outros equivalentes, pois que é certo e sabido que arranjar 150 mil postos de trabalho, não passou de uma das suas maiores mentiras e sabemos porquê.
Mas isto dá que pensar, pois se há profissionais que não acreditam na eficácia da dita vacina antigripal, seja a sazonal, seja da escala dos vírus do galinheiro ou da pocilga, é porque sabem muito de imunidade activa e passiva; defendem a vacinação a sério, logo com a garantia de eficácia (foi através dela que se erradicou a varíola, por exemplo); mas não alinham no comércio regular de vacinas antivirais, pela circunstância de se ter a certeza da volatilidade e instabilidade dos “vírus”, porque são muito pequeninos e somente se deixam ver através dos raios que lhes dão colorido: mais ou menos como a poeira que anda no ar e é atravessada por um raio de sol, que a torna visível.
Estamos à espera de ver começar a nova campanha de vacinação da gripe 2010. Não sabemos qual dos animais é que vai servir de hospedeiro ao vírus que um humano qualquer lhe irá transmitir, para o bicho lhe dar a virulência patogénica, retransmitindo-o ao homem, que passa a ser vítima daquilo que inoculou no animal.
Justamente porque os profissionais de saúde têm de conhecer, por dever de ofício e experiência os efeitos das vacinas, não querem arriscar os efeitos secundários que acontecem a alguns. E quando acontecem, são muito perigosas e deixam marcas, algumas indeléveis.
É evidente que se os profissionais de saúde estivessem na linha dos disseminadores de vírus; se as vacinas antivirais de gripes fossem isentas de perigos e eficazes, não escandalizaria a não vacinação gripal ser motivo de despedimento com justa causa. Porém, sem estes pressupostos, é um atentado contra a liberdade de opção de cada um.
Esperamos que a moda não pegue; mas se pegar, cá nosso país, que não sirva de desculpa para revisões fictícias da Constituição, porque não é a esse nível que as coisas se passam.
Aqui, desta banda do Atlântico Sul o que está a perturbar são os exageros da encomenda das vacinas da gripe A, suína por natureza, pagos à cabeça, para garantir o fornecimento e não tem havido pretexto para encher os órgãos de comunicação, dos que têm direito a publicidade do Estado, paga, para garantia de informação favorável das intervenções do PM, na manipulação do real, que não pára de fazer.
sábado, 4 de setembro de 2010
OLHA SÓ SE A MODA PEGA DO LADO DE CÁ DO ATLÂNTICO !...
Prefeito e vereadores de Dourados são presos em operação da PF
Quarta-Feira, 01 de Setembro de 2010 - 08:16
PF chegou às 5h30 na casa de Ari Artuzi; busca demorou 4 horas.
A Operação Uragano (furacão em italiano), deflagrada hoje pela PF (Polícia Federal), cumpre 29 mandados de prisão temporária e 38 conduções coercitivas em Dourados.
Conforme a denúncia, os crimes de fraudes à licitação, corrupção ativa e formação de quadrilha eram “chefiados” pelo prefeito Ari Artuzi (PDT), que foi preso. Já a primeira-dama Maria Artuzi foi presa em Brasília, onde participava de evento sobre políticas públicas para a mulher.
De acordo com a PF, as fraudes consistem no direcionamento de licitações por meio de corrupção de servidores públicos e agentes políticos. Os acordos fechados com as empresas escolhidas ilicitamente rendiam 10% do valor do contrato.
Os valores arrecadados serviam para o pagamento de diversos vereadores de Dourados, para caixa de campanha e compra de bens pessoais do prefeito.
As investigações começaram em maio deste ano e apontaram a participação de secretários municipais, empreiteiros, prestadores de serviços, vereadores e servidores públicos.
Cerca de 200 policiais federais participaram da operação. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e pela 1ª Vara Criminal de Dourados.
Foram presos oito dos 8 vereadores, de Dourados. Como o presidente da Câmara, Sidlei Alves (DEM), Humberto Teixeira Júnior (PDT), Gino José Ferreira (DEM), Aurélio Bonatto (PDT), Zezinho da Farmácia (PSDB) e José Carlos Cimatti (PSB).
Ainda foram confirmadas as prisões dos secretários municipais Ignes Boschetti (Finanças), Dirson Sá (Obras), Marcelo Hall (Serviços Urbanos), Alziro Moreno (advogado-geral do município) e Tatiane Moreno (Administração). Também foi preso o servidor responsável pelas licitações.
A assessoria da prefeitura de Dourados ainda não se manifestou sobre a operação.
Fonte: Dourados News
http://www.portaldoms.com.br/noticias/7404-prefeito_e_vereadores_de_dourados_sao_presos_em_operacao_da_pf
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
SINTO VERGONHA DE MIM
Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !
***
” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.
Rui Barbosa
NOTA
Este Poema, sentido, de um dos maiores poetas de língua portuguesa - sendo um brasileiro - curiosamente, espelha o sentir de muitos portugueses relativamente
a este país a definhar que é hoje Portugal.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
O MAU ESTADO DA NAÇÃO PORTUGUESA
Por Pedro Manuel Pereira
[…] 90% da população portuguesa vive acarneirada pelo Medo. O medo de perder a liberdade ou de perder o pão, o medo de comprometer o futuro dos filhos ou de ser referenciado pela polícia. E com medo não reage, não pensa, não obedece aos ditames da consciência, nem sequer se furta às manifestações que lhe exigem como condição de segurança individual […] Uma censura montada para decapitar valores, encobrir escândalos e defender a intangibilidade dos governantes […] um Exército com a sua organização moral desmantelada por perseguições e favores, amputado dos melhores valores e quase reduzido a tropa cinzenta de ocupação; finalmente, o Medo, a grande instituição do sistema, aprisionando todos os espíritos, esmagando as almas, calando os próprios queixumes da fome e da miséria. E sobre este panorama, pairando a grande altura, também como instituição personificada, a figura intangível do Chefe – o nosso salvador, o maior de toda a História, o homem da última palavra, depositário de todas as verdades e de todos os poderes […].
In Crónica de Horas Vazias, Henrique Galvão *, Livraria Popular Francisco Franco, Lisboa, s/d. (escrito em 1952 nas prisões de Caxias e Aljube).
* O Capitão Henrique Carlos Mata Galvão nasceu no Barreiro em 4/2/1895 e faleceu exilado em S. Paulo – Brasil, em 25/6/1970. Participou na instauração da ditadura militar do 28 de Maio de 1926, que abriu as portas ao Estado Novo de Salazar. Foi Inspector colonial, Director da Emissora Nacional, Deputado e um brilhante escritor, hoje, injustamente esquecido, tendo deixado uma vasta bibliografia publicada, desde relatos de viagens a romances e outros. Insurgente contra o rumo que os acontecimentos políticos haviam tomado após a instalação no poder de Oliveira Salazar, contra a corrupção e a venalidade dos dirigentes do aparelho do Estado, desmandos a que o Chefe [Salazar] fazia «vista grossa» e, sobretudo, depois que Henrique Galvão os denunciou quer aos seus superiores quer em escritos publicados em jornais, muito embora fosse um fervoroso católico e anti-comunista, de nada lhe valeu o seu currículo passado, quer como militar quer como político, quando com outras personalidades descontentes com o regime, foi preso, como se de um malfeitor se tratasse, bem assim como os restantes indivíduos que com ele se encontravam na altura, por terem constituído uma organização cívica denominada O.C.N. – Organização Cívica Nacional, nos termos da Lei e da Constituição. Tinha essa embrionária associação as sua instalações num modesto gabinete de um quarto andar da Rua da Assunção em Lisboa. Mais tarde, tendo fugido sobre prisão, do Hospital de Santa Maria, exilou-se na Venezuela.
Em Janeiro de 1961, juntamente com outros exilados políticos portugueses, tomou de assalto o paquete Santa Maria, em pleno alto mar, após uma escala na sua viagem para a América Latina. Este Incidente, na época, mobilizou a atenção dos portugueses, bem assim como do resto do Mundo para a feroz ditadura de Salazar, tendo este acontecimento precedido, ou antes, introduzido a prática, que anos mais tarde viria a ser difundida internacionalmente, de sequestrar navios e aviões com fins políticos. Nesse ano, teria início a guerra colonial em Angola, que iria alastrar-se a Moçambique e Guiné e duraria treze anos. Era o Início do fim do império português.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
SEGUNDO CARL SAGAN...
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