quinta-feira, 20 de maio de 2010

NAPOLEÃO BONAPARTE CLASSIFICAVA SEUS SOLDADOS EM 04 TIPOS DE PESSOAS

01. Os inteligentes com iniciativa; 02. Os inteligentes sem iniciativa; 03. Os ignorantes sem iniciativa; 04. Os ignorantes com iniciativa. . Aos inteligentes com iniciativa, Napoleão dava as funções de comandantes: generais, estrategistas, etc. . Aos inteligentes sem iniciativa, Napoleão os deixava como oficiais que recebiam ordens superiores, para cumpri-las com diligência. . Aos ignorantes sem iniciativa, Napoleão os colocava à frente da batalha: para serem "buchas de canhão". . Os ignorantes com iniciativa Napoleão desprezava-os; não os queria em seus exércitos... Um ignorante com iniciativa é capaz de fazer enormes asneiras e depois, dissimuladamente, tentar ocultá-las. Um ignorante com iniciativa faz o que não deve, diz o que não pode, envolve-se com gente inadequada e depois diz que de nada sabia. Um ignorante com iniciativa faz perder boas ideias, bons projectos, bons clientes, bons fornecedores, bons homens públicos. Um ignorante com iniciativa produz sem qualidade, porque resolve alterar processos definidos e consagrados. Um ignorante com iniciativa é, portanto, um grande risco para o desenvolvimento e o progresso de qualquer empresa e/ou governo. Normalmente você é capaz de identificar os 04 tipos que estão presentes na sua vida, na sua empresa. E toma suas decisões sobre eles. E NO GOVERNO DO SEU PAÍS? VOCÊ SABE LIVRAR-SE DOS IGNORANTES COM INICIATIVA? NÃO PRECISAMOS DELES...

terça-feira, 18 de maio de 2010

EPÍGRAFE PARA A ARTE DE FURTAR

Roubam-me Deus, Outros o Diabo - quem cantarei? Roubam-me a Pátria; e a Humanidade outros ma roubam -quem cantarei? Sempre há quem roube Quem eu deseje; E de mim mesmo todos me roubam -quem cantarei? Roubam-me a voz quando me calo, ou o silêncio mesmo se falo -aqui del-rei! Jorge de Sena, in “Fidelidade” 1958 , Obras de Jorge de Sena, Antologia Poética , Edições ASA

CALDEIRADA DE LULAS À MODA DA NAZARÉ

Ingredientes: 1,200kg de lulas, 1 kg de batatas, 1 dl de azeite, 2 dentes de alho, 2 folhas de louro, 2 cebolas, 500g de tomates maduros, 2,5dl de vinho branco, 500g de berbigão, salsa, sal e pimenta q.b., 8 fatias de pão torrado. I Logo que estão bem amanhadas E já lavadas com rigor Ficarão inteiras, ou cortadas, Conforme, o tamanho, dê melhor. II Vão, a seguir, ser refogados No azeite que, no tacho, já deitou, O louro e a salsa, bem atados, Os alhos e a cebola que cortou. III Assim que veja que alourou, Os tomates que, estarão já bem limpinhos De peles e pevides que tirou, Terão de lá entrar, em pedacinhos. IV Também, as lulas, deverá adicionar Que, depois de, um minuto, ter esgotado, Vai, com pimenta e sal, salpicar, E, o vinho, de seguida, é despejado. V Quando a cozedura vai a meio, As batatas já, antes, descascadas, Serão incluídas, de permeio, Depois de, em rodelas, bem cortadas. VI Quando se abeirar já do final, O berbigão que, fora bem lavado E, esteve, de molho, em água e sal, Será, por fim, adicionado. VII Assim que o berbigão abrir de todo, Ter, os temperos, já conferido, E salpicado, com salsa, a grosso modo, Está pronto e deve ser servido. VIII O prato que acabou de produzir, Como outra caldeirada ou ensopado, Exige no momento de servir, Que tenha, já prontinho, o pão torrado. Fernando Carreira

domingo, 16 de maio de 2010

POEMAS DE JORGE DE SENA BEM ACTUAIS

1 Hei-de ser tudo o que eles querem: a raiva é toda de eu não ser um espelho em que mirem com gosto os próprios cornos, as caudas com lacinhos, e os bigodes de chibos capripédicos. Não sou nem sequer imagem. Mas voz eu sou que como agulha ou lança ou faca ou espada mesmo que não dissesse da miséria de lodo e trampa em que se espojam vis só porque existe é como uma denúncia. Hei-de ser tudo, não o sendo. Um dia – podres na terra ou nos caixões de chumbo estes zelosos treponemas lusos – uma outra gente, e limpa, julgará desta vergonha inominável que é ter de existir num tempo de canalhas de um umbigo preso à podridão de impérios e à lei de mendigar favor dos grandes. 2 De cada vez que um governo necessita de segredos, por segurança do Estado ou para melhor êxito nas negociações internacionais, é o mesmo que negar, como negaram sempre desde que o mundo é mundo, a liberdade. Sempre que um povo aceita que o seu governo, ainda que eleito com quantas tricas já se sabe, invoque a lei e a ordem para calar alguém, como fizeram sempre desde que o mundo é mundo, nega-se a liberdade. Porque, se há algum segredo na vida pública que todos não podem saber é porque alguém, sem saber, é o preço do negócio feito. E se há uma ordem e uma lei que não inclua mesmo que seja o último dos asnos e dos pulhas e o seu direito a ser como nasceu ou o fizeram, a liberdade é uma farsa, a segurança é uma farsa, a ordem é uma farsa, não há nada que não seja uma farsa, a mesma farsa representada sempre desde que o mundo é mundo, por aqueles que se arrogam ser empresários dos outros e nem pagam decentemente senão aos maus actores Jorge de Sena

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Situação: O fim das férias. Ano 1978: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar. Ano 2010: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira. Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno. Ano 1978: Não se passa nada. Ano 2010: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira. Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga. Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa. Ano 2010: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola. Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas. Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Apertam as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos. Ano 2010: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva. Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas. Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais. Ano 2010: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado. Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe uma sova com este. Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai para a universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido. Ano 2010: Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha. Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar. Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr. Ano 2010: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso. Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado chocolate ao outro. Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas. Ano 2010: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro. Situação: Fazias uma asneira na sala de aula. Ano 1978: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque alguma deves ter feito Ano 2010: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.
"A nation of sheep will beget a government of wolves" "Povo de carneiros engendra governo de lobos" Edward R. Murrow (jornalista da rádio e TV americanas, 1908-1965)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

É PRECISO QUE SE SAIBA QUE:

"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média: - mais 32% do que os americanos; - mais 22,5% do que os franceses; - mais 55 % do que os finlandeses; - mais 56,5% do que os suecos" (dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09) E são estas "inteligências"(?) que chamam a nossa atenção: «os portugueses gastam acima das suas possibilidades».