"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro,
mas os nossos gestores recebem, em média:
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"
(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)
E são estas "inteligências"(?) que chamam a nossa atenção: «os portugueses gastam acima das suas possibilidades».
segunda-feira, 10 de maio de 2010
É PRECISO QUE SE SAIBA QUE:
"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro,
mas os nossos gestores recebem, em média:
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"
(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)
E são estas "inteligências"(?) que chamam a nossa atenção: «os portugueses gastam acima das suas possibilidades».
POBRES DOS NOSSOS RICOS
A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
Mas ricos sem riqueza.
Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção.
Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem.
Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos "ricos".
Aquilo que têm, não detêm.
Pior: aquilo que exibem como seu é propriedade de outros.
É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.
Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
Necessitavam de forças policiais à altura.
Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.
Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.
Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)
MIA COUTO
DE POLÍTICOS E ESTADISTAS...
«Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?»
Eça de Queirós, 1867, in O Distrito de Évora
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A BRIGADA FINANCEIRA DO REUMÁTICO
Estes nove ex-ministros das Finanças perderam a vergonha fundando a nova BRIGADA FINANCEIRA DO REUMÁTICO, metendo o cu de fora, como se não fossem co-responsáveis do estado a que guiaram as finanças do nosso país e vão ser recebidos por Cavaco, ele que governou com 8% de deficit, ele que foi o rei do investimento público e do betão, ele que foi o criador da progressão automática de carreiras na função pública e que esbugalhou os fundos da Segurança Social e foi corrido do Governo pelo povo em recessão económica …
Estes nove ex-ministros Medina Carreira, Ernâni Lopes, Luís Campos e Cunha, Eduardo Catroga, Pina Moura, Manuela Ferreira Leite, João Salgueiro, Bagão Félix e Miguel Beleza, deviam era contar ao povo português quantas reformas têm, públicas e privadas, e quanto recebem delas, alguns continuando no activo a facturar à custo do Orçamento e a bouçar vómitos contra os trabalhadores nas televisões, acumulando tudo. Eles comem tudo e não deixam nada…
Tenham decoro no que deviam ser acompanhados pelo sr. Presidente da República neste descabelado e traiçoeiro ataque ao Governo da República, legitimado em funções por eleições democráticas, querendo usurpar-lhe poderes em local impróprio das competências que têm.
A política que defendem de suspensão das obras públicas é uma abstração incompetente e que levada à prática levaria mais 100 ou 200 mil trabalhadores para o desemprego, realidade para que se estão borrifando porque não prescindem das opíparas e escandalosas reformas que usufruem.
Substituiriam investimento público por subsídios de desemprego e pela fome das famílias?
Daniel Madeira de Castro – (ainda) Presidente do
MGL - Movimento Ganda Lata
GRÉCIA VERSUS PORTUGAL
Eça de Queirós em 1872.... escreveu no seu livro As Farpas:
«...Nós estamos num estado comparável sómente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito.
Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá ...vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par , a Grécia e Portugal».
terça-feira, 4 de maio de 2010
MAIOR LAVANDARIA DE DINHEIRO DO MUNDO AMEAÇA FALIR
A maior lavandaria de dinheiro do mundo ameaça falir e poderá arrastar consigo, um país inteiro !!!
União de Bancos Suiços, a coisa está muito feia! Está pegando fogo!
Agoniza o segredo bancário suíço. Artigo de Gilles Lapouge - Paris.
A Suíça tremula. Zurique alarma-se. Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.
A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça - viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para fraudar o fisco. O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente.
Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!
O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
Mas como resistir!
A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.
Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.
Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.
Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe econômica.
Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.
E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira. O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários.
Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros "offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.
Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.
O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um caráter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...
Onde páram as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi? Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe do Zimbabwe e da Mafia Russa?
Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municipios têm chorudas contas na Suiça?
Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?
Porque após a morte de Mobutu, os seus filhos nuncam conseguiram entrar na Suíca?
Tudo lá ficou para sempre e em segredo...
A agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.
Na minicúpula europeia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.
"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.
No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adotadas contra os paraísos fiscais.
Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas eram abortadas.
Hoje, estamos em crise.
Viva a crise!!!
Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido. Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.
Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone.
Sob que pretexto? Fraude fiscal.
Para muito breve, a queda do império financeiro suiço!!!???
O SONHO
Provavelmente, devido às considerações expressas pelo nosso amigo João, no último jantar da Tertúlia, relativamente às crescentes abstenções verificadas nos sucessivos actos eleitorais, caí, uma noite destas, num sonho estranhíssimo que, para muitos, teria sido considerado um pesadelo.
No sonho, dei por mim a dialogar com o Presidente da Comissão Nacional de Eleições sobre o assunto referido, acabando por receber da sua parte uma confidência que deita por terra todos os estudos e palpites dos mais conceituados politólogos da nossa praça.
Disse-me, que instigado por uma dúvida que insistentemente o apoquentava, decidira determinar que numas eleições realizadas para fazer saltar o Eng.º. Sócrates de S. Bento (isto passa-se tudo no meu sonho, que fique bem claro) para evitar tantas abstenções, as assembleias de voto, passariam a dispor de um bem organizado serviço de “comes e bebes”.
Adiantou-me que a ideia lhe fora passada pelo Eng.º Belmiro de Azevedo que, num convívio de amigos, revelara, existirem, espalhados por todo o país, milhares de casais que, diariamente, deambulavam pelos seus supermercados, na mira de encontrarem promoções de produtos comestíveis que lhes proporcionassem papar as apetecidas “tapas”.
Sendo assim e, como nos sonhos tudo é possível, o meu interlocutor, decidira e conseguira apetrechar, todas as assembleias de voto com as indispensáveis condições físicas para a operação ser um êxito.
Interrogou-se sobre quem iria pôr em prática esse trabalho, mas, não teve que esperar muito, pois constatou que o Eng.º Belmiro já tinha criado a empresa SONAE-ELEIÇÕES, destinada a tudo o que fossem eleições ou referendos. Como tal, sentira-se aliviado e feliz por ter conhecido uma pessoa tão prestável e competente.
Quando chegara o dia das eleições (no sonho claro), enquanto aguardava pacientemente, na interminável fila, o momento de colocar o votosinho na urna, o nosso homem admirava embevecido a eficiência do serviço montado pelos homens do seu amigo engenheiro/merceeiro. Elegantes meninas, deslizavam sobre patins, transportando bandejas de aperitivos que eram avidamente devorados pelos patrióticos eleitores.
Após a colocação do malfadado voto na caixa negra, cada eleitor desatava a correr para o sítio onde estavam instaladas as churrasqueiras, sacando de caminho, os indispensáveis nacos de pão e os infalíveis ” vinho, cerveja ou laranjada”. Depois, bem, depois fora comer à tripa-forra.
Às 14h 22m, o último eleitor colocara o seu votosinho na urna, após ter estado na fila de espera, durante exactamente 4h e 30m. Não deu como é óbvio, por mal aplicado o seu tempo.
Mesmo assim, no final da contagem dos votos, o nosso amigo constatara que tinha havido uma abstenção de 1.004.278 eleitores.
Sabendo que das 14h e 22m, até ao fecho das mesas de voto, não tinha aparecido um único votante, o Presidente da Comissão Nacional de Eleições ordenou um inquérito à razão dos faltosos, tendo apurado os seguintes resultados:
398.942 - Eleitores, estão colocados nas variadíssimas missões “humanitárias” que a ONU tem espalhadas por esse mundo fora, tirando opíparos rendimentos, tendo, portanto, de defender os seus interesses, em vez de participarem nessa estopada do voto por correspondência.
2.156 - Potenciais eleitores que, desde madrugada, estiveram distribuídos pelos locais de voto de todo o país para, através da simulação de voto, puderem obter números que, uma hora antes das urnas fecharem, forneceram aos seus iluminados chefes, de forma a estes conseguirem apresentar as bombásticas previsões que se conhecem, nas aberturas dos Telejornais e Noticiários.
5.867 - Eleitores que, por não encontrarem trabalho digno no país, estão temporariamente a ganhar p´ra bucha e simultaneamente a encher os bolsos dos corruptos exploradores de Luanda.
765 - Professores que, inteligentemente, o Ministério respectivo colocou a 300, 500 ou mais quilómetros de distância do seu local de voto para, assim, evitar que eles fossem votar contra o partido do governo.
13.595 - Eleitores que, contraindo mais um empréstimo, foram passar férias no Brasil, Cuba, Seicheles, Cabo Verde, Tailândia, Maldivas, México, etc…, estando-se nas tintas para as eleições.
8.963 - Eleitoras que, para não perderem pitada das trinta e duas novelas e séries que, diariamente, passam nas televisões, não tiveram margem de intervalo para irem papar os petiscos junto das assembleias de voto.
3.746 - Cidadãos que estiveram todo o dia em macas espalhadas pelos corredores dos hospitais de todo o país, à espera de serem observados por quem de direito.
11.873 - Eleitores que, aproveitando o facto de se tratar de um dia em que não acontece nada digno de nota, como, por exemplo: Uns joguitos de futebol, fut-sal, andebol, basquetebol, hóquei etc… se deslocaram, em grupos, para montes e montinhos alentejanos, onde se abarrotaram de belas migas e os não menos apetecíveis tintos.
298.638 - Jovens eleitores, que estiveram a noite toda a “mamar” vodka e pastilhas nas discotecas – que no nosso país, são cem vezes mais abundantes que as escolas – não estariam em condições de acertar com o voto na ranhura da caixinha.
1.623 - Jovens eleitoras que, passaram o dia todo a ensaiar para concorrer a castings, onde serão descobertos novos valores para a música pimba portuguesa, porque existem estudos que garantem ser o número de “artistas” a exibir o belo pername ainda inferior ao número de potenciais espectadores.
174.628 - Reformados que, nos meios rurais, por falta de verbas nas Câmaras Municipais, não puderam ser transportados pelos autocarros até às mesas de voto, perdendo, portanto, a churrascada.
19.830 - Profissionais de Televisões e Rádios que, tiveram de se espalhar por todo o país no intuito de colherem informações sobre como estava a decorrer o acto eleitoral.
Estes, foram os únicos que não perderam os “comes e bebes” pois, abancaram em mais que uma mesa de voto, razão pela qual, ao fim do dia, já não diziam coisa com coisa.
63.651 - Eleitores que, por já terem falecido, não puderam justificar a sua falta.
Assim, constata-se que, dos 1.004.278 abstencionistas, estavam justificados 1.004.277, o que levou à verdade nua e crua de que havia apenas um eleitor digno de ser considerado como um autêntico abstencionista. Só os presentes nesta sala sabem quem foi esse irredutível eleitor e, como tertulianos de honra, ficaremos solenemente comprometidos a jamais divulgarmos o segredo.
Mas, não posso terminar sem divulgar o resultado das eleições. Apesar do, mesmo assim, elevado número de abstenções contabilizadas (1.004.278), constata-se que estão muito longe das (3.838.663) verificadas nas anteriores eleições, o que quer dizer que o serviço de “ comes e bebes” instalado pelo merceeiro Belmiro, chamou às mesas de voto - nada mais, nada menos - que 2.834.385 eleitores.
Como a totalidade desses votantes reflecte uma espécie de anarquistas à portuguesa, colocaram a cruzinha no POUS, transformando-o como o partido mais votado.
Aterrorizados, os líderes dos partidos que constituem a Assembleia actual, uniram-se pela primeira vez para se oporem àquilo que se lhes afigurava uma tragédia, visto que o Aires Rodrigues e a Carmelinda Pereira, já teriam feito saber que os fatinhos de caqui, passariam a ser a veste obrigatória dos deputados da Assembleia da Republica, para além do corte de todas as mordomias que, aos deputados, são agora concedidas.
Agora que P.P. e B.E. estão a apoiar um governo de coligação, Paulo e Miguel Portas já podem ser vistos em público junto da mamã, nos habituais jantarinhos semanais, para delinear estratégias para discursos seguintes.
Fernando Carreira
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