segunda-feira, 3 de maio de 2010

SÓCRATES, MOVIMENTA OS SEUS QUADROS PRINCIPAIS, DE DUAS MANEIRAS: a) Para o Governo vão os incapazes ! b) Para as Empresas Públicas vão os capazes de tudo ... !

quarta-feira, 28 de abril de 2010

"Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem não façam nada!" Edmund Burke

ESTA GENTE/ESSA GENTE

O que é preciso é gente gente com dente gente que tenha dente que mostre o dente Gente que não seja decente nem docente nem docemente nem delicodocemente Gente com mente com sã mente que sinta que não mente que sinta o dente são e a mente Gente que enterre o dente que fira de unha e dente e mostre o dente potente ao prepotente O que é preciso é gente que atire fora com essa gente Essa gente dominada por essa gente não sente como a gente não quer ser dominada por gente NENHUMA! A gente só é dominada por essa gente quando não sabe que é gente Ana Hatherly, in "Um Calculador de Improbabilidades", Editora Quimera, 2001

ESQUERDA SOCIALISTA

Informo que a COES/Corrente de Opinião Esquerda Socialista, constituida nos termos do nº1 do artº 6º dos Estatutos do PS, já tem website: http://www.esquerda-socialista.org/ A sua base de acção é a moção "Mudar para Mudar", que obteve mais de 20% dos votos no último Congresso (Fev.2009), e está disponível para download, Entre os objectivos prioritários já consensualizados inclui-se a "Democratização e Modernização do PS". Um documento base sobre este tema será discutido no próximo Plenário Nacional, agendado para 8.Maio.2010-11:30 em Santarém. Outro tema prioritário é um "Novo Modelo de Desenvolvimento Económico e Social", cuja pertinência e actualidade decorre do momento de crise em que vivemos e da aprovação do PEC. O texto de base para este ponto está a ser elaborado e eventualmente também será discutido nesse plenário. A Ficha de Adesão à COES também está disponível para download no website. À Corrente podem aderir militantes ou simpatizantes do PS. A adesão de simpatizantes é permitida estatutariamente e é, segundo a COES, absolutamente decisiva para revitalizar a nossa democracia, num contexto de perigoso afastamento dos cidadãos em relação à coisa pública, bem como de descredibilização dos partidos e dos políticos em geral. A existência de uma nova liderança no PSD, supostamente com uma mais clara definição ideológica (de matriz neoliberal), reclama de nós um quadro ideológico também melhor definido (obviamente de esquerda moderna e progressista), o que só vem dignificar a vida política. É preciso acreditar. ADERE À CORRENTE "ESQUERDA SOCIALISTA". VIVA A REPÚBLICA. VIVA O 25 DE ABRIL. Saudações socialistas. Guilherme Ferreira

NÃO APAGUEM A MEMÓRIA

A Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! – NAM e a Câmara Municipal de Lisboa decidiram alterar para uma hora mais tarde o acto de preservação da memória programado para o dia 25 de Abril de 2010, para que seja possível a todos os interessados a participação neste acto e na manifestação de comemoração do Dia da Liberdade. Ponto de encontro: Largo do Município, em Lisboa (18.00H) A direcção do NAM convoca todos os associados e apoiantes da Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! – NAM a participar no dia 25 de Abril de 2010 na cerimónia de descerramento-inauguração da placa informativa da localização da ex-sede da PIDE-DGS, na Rua António Maria Cardoso, organizado NAM em cooperação com a Câmara Municipal de Lisboa. Este acto de importante significado para a Memória da luta pela liberdade é precedido por um mini roteiro da Memória com o desenvolvimento seguinte: Ponto de encontro: Largo do Município, em Lisboa (17.00H) 1º Ponto do roteiro: Rua do Arsenal (Salgueiro Maia: 25 de Abril) 2º Ponto: Largo da Boa Hora (Tribunais Plenários) 3º Ponto: Rua Capelo (Rádio Renascença: 2ª senha “Grândola, Vila Morena) Chegada e 4º Ponto: Rua António Maria Cardoso (ex-sede da PIDE), às 17.45H No percurso serão evocados acontecimentos históricos e na sessão pública de descerramento da placa haverá intervenções dos antigos presos politicos José Manuel Tengarrinha, Helena Pato, Edmundo Pedro e do Presidente da CML. Este importante acto de preservação da Memória surge na sequência da luta do NAM pela recolocação da placa evocativa dos cidadãos mortos pela PIDE-DGS, no dia 25 de Abril de 1974, na fachada do condomínio privado de luxo que substituiu a sede da PIDE, sem que as autoridades então cuidassem, como era seu dever cívico, da preservação do património histórico da luta pela Liberdade. Nota Informativa - Assembleia Geral realizada em 10 de Abril de 2010 Sócios Honorários Pela primeira vez o NAM decidiu eleger sócios honorários, previstos nos estatutos.Os primeiros sócios honorários da Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! são os seguintes: Uma entidade - a Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos e três prestigiadas figuras públicas da luta contra a ditadura e associados do NAM: António Borges Coelho, Edmundo Pedro e Nuno Teotónio Pereira.

terça-feira, 27 de abril de 2010

CARNE DE PORCO À ALENTEJANA

Ingredientes: 800g de lombo, 2 dl de vinho branco, sal e pimenta q.b., 2 colheres (de chá) de pimentão moído, 3 dentes de alho esmagados, 2 folhas de louro, 100g de margarina, 1 kg de amêijoas, 1 limão, 100g de pickles, 1 raminho de coentros picados. I A carne, em bocados, foi cortada, Louro, sal e alho a temperar, Com pimenta e colorau, foi polvilhada, E com vinho, ficou a marinar. II Em muitas águas, são passadas, Bem limpas, as amêijoas, vão ficar, Depois em água e sal, mergulhadas, Para toda a areia retirar. III Dado que, as amêijoas, vão parar Um tempo, na água salgada, Prepare-se, agora, p’ra fritar A carne que saiu da marinada. IV Em sertã de boa dimensão, Ponha a margarina a derreter, A carne escorrida, põe, então, Para, bem passada e loura ser. V Se a carne, por fim, já está bem frita Do modo que aconselha esta receita, Do líquido, onde antes esteve, necessita, E de uma vez, na frigideira o deita. VI Depois de, um minuto, a ferver, É tempo, das amêijoas, lá deitar Que, abertas como dever, Na travessa, as pode colocar. VII Os pickles que já estão bem picadinhos, Entram na decoração, Os coentros picados e em raminhos, Mais uns quantos quartos de limão. Fernando Carreira

quinta-feira, 22 de abril de 2010

PENSAMENTOS - MUITO - PROFUNDOS

01 - Embebedei-me para te esquecer, mas agora vejo-te a dobrar! 02 - Olhos que não vêem... sapatos cagados! 03 - Diz não à droga, há pouca e somos muitos! 04 - Um dia estava na minha cama a observar as estrelas quando me perguntei: onde está o tecto? 05 - Vou escrever algo profundo... "Subsolo." 06 - Se és um jovem entre os 16 e os 18...então tens 17! 07 - Graças a Deus sou ateu... 08 - Se a montanha vem a ti... foge porque é um desabamento. 09 - Não existem opiniões estúpidas...mas sim estúpidos que opinam. 10 - Existem duas palavras que abrem muitas portas... puxe e empurre. 11 - Quem ri por último... é retardado. 12 - Não vejo a hora de me ir embora, diz o cego. 13 - Antes, estava indeciso... agora, não sei! 14 - Trabalhar nunca matou ninguém... mas, para quê correr riscos? 15 - Já te disse 100 milhões de vezes que não sou exagerado!

A LEI Nº 2105

Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. Corria o ano de 1960 quando foi publicada no "Diário do Governo" de 6 de Junho a Lei 2105, com a assinatura de Américo Tomaz, Presidente da República, e do Presidente do Conselho de Ministros, Oliveira Salazar. Conforme nos descreve Pedro Jorge de Castro no seu livro "Salazar e os milionários", publicado pela Quetzal em 2009, essa lei destinou-se a disciplinar e moralizar as remunerações recebidas pelos gestores do Estado, fosse em que tipo de estabelecimentos fosse. Eram abrangidos os organismos estatais, as empresas concessionárias de serviços públicos onde o Estado tivesse participação accionista, ou ainda aquelas que usufruíssem de financiamentos públicos ou "que explorassem actividades em regime de exclusivo". Não escapava nada onde houvesse investimento do dinheiro dos contribuintes. E que dizia, em resumo, a Lei 2105? Dizia que ninguém que ocupasse esses lugares de responsabilidade pública podia ganhar mais do que um Ministro. Claro que muitos empresários andaram logo a espiolhar as falhas e os buraquinhos por onde a 2105 pudesse ser torneada, o que terão de certo modo conseguido devido à redacção do diploma, que permitia aos administradores, segundo transcreve o autor do livro, "receber ainda importâncias até ao limite estabelecido, se aos empregados e trabalhadores da empresa for atribuída participação nos lucros". A publicação desta lei altamente moralizadora ocorreu no Estado Novo de Salazar, vai dentro de 2 meses fazer 50 anos. Catorze anos depois desta lei "fascista", em 13 de Setembro de 1974 (e seguindo sempre o que nos explica o livro de Pedro Castro), o Governo de Vasco Gonçalves, recém-saído do 25 de Abril, pegou na ambiguidade da Lei 2105 e, através do Decreto Lei 446/74, limitou os vencimentos dos gestores públicos e semi-públicos ao salário máximo de 1,5 vezes o vencimento de um Secretário de Estado. Vendo bem, Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar, quando assinaram o 446/74, passaram simplesmente os vencimentos dos gestores do Estado do dobro do que ganhava um Ministro para uma vez e meia do que ganhava um Secretário de Estado. O Decreto- Lei justificava a correcção pelo facto da redacção pouco precisa da 2105 permitir "interpretações abusivas" permitindo "elevados vencimentos e não menos excessivas pensões de reforma". Ao lermos esta legislação hoje, dá a impressão que se mudou, não de país, mas de planeta, porque isto era no tempo do "fascismo" (Lei 2105) ou do "comunismo" (Dec. Lei 446/74). Agora, é tudo muito melhor, sobretudo para os reis da fartazana que são os gestores do Estado dos nossos dias. Não admira, porque mudando-se os tempos, mudam-se as vontades, e onde o sector do Estado pesava 17% do PIB no auge da guerra colonial, com todas as suas brutais despesas, pesa agora 50%. E, como todos sabemos, é preciso gente muito competente e soberanamente bem paga para gerir os nossos dinheirinhos. Tão bem paga é essa gente que o homem que preside aos destinos da TAP, Fernando Pinto, que é o campeão dos salários de empresas públicas em Portugal (se fosse no Brasil, de onde veio, o problema não era nosso) ganha a monstruosidade de 420000 euros por mês, um "pouco" mais que Henrique Granadeiro, o presidente da PT, o qual aufere a módica quantia de 365000 mensais. Aliás, estes dois são apenas o topo de uma imensa corte de gente que come e dorme à sombra do orçamento e do sacrifício dos contribuintes, como se pode ver pela lista divulgada recentemente por um jornal semanário, onde vêm nomes sonantes da nossa praça, dignos representantes do despautério e da pouca vergonha a que chegou a vida pública portuguesa. Assim - e seguindo sempre a linha do que foi publicado - conhecem-se 14 gestores públicos que ganham mais de 100000 euros por mês, dos quais 10 vencem mais de 200000. O ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, o mesmo que estima à centésima o valor do défice português, embora nunca tenha acertado no seu valor real, ganhava 250000 euros/mês, antes de ir para o exílio dourado de Vice-Presidente do Banco Central Europeu. Não averiguei quanto irá vencer pela Europa, mas quase aposto que não será tanto como ganhava aqui na santa terra lusitana. Entretanto, para poupar uns 400 milhões nas deficitárias contas do Estado, o governo não hesita em cortar benefícios fiscais a pessoas que ganham por mês um centésimo, ou mesmo 200 e 300 vezes menos que os homens (porque, curiosamente, são todos homens...) da lista dourada que o "Sol" deu à luz há pouco tempo. Curioso é também comparar este valores salariais com os que vemos pagar a personalidades mundiais como o Presidente e o Vice-Presidente dos EUA, os Presidentes da França, da Rússia, e...de Portugal. Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. Não é preciso muito, nem sequer é preciso ir tão longe como o DL 446 de Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar: basta ressuscitar a velhinha, mas pelos vistos revolucionária Lei 2105, assinada há 50 anos por Oliveira Salazar. Que tristeza!