por Alberto Jerónimo
(Cortado pela Censura em l965, no «Diário Popular»)
É longa e fria a noite.
Os ecos aleluiam no negrume
soando como açoite...
Nas casas
o calor é só das brasas:
não arde, não crepita a voz do lume...
Folguedos,
algazarra!
(Nas trevas um Cristo mudo...)
Tantas árvores lindas com brinquedos
p'ra meninos que às vezes têm tudo...
(Meu Deus, meu Deus,
perdoa-nos o mal,
mas é assim ainda o teu Natal!)
Ao fundo de um salão
numa mesa coberta de bons vinhos,
uma subscrição ficou aberta
para um bodo de amor aos pobrezinhos...
E, a definir distâncias,
afastado,
ausente de alegrias e fragrâncias,
um presépio frustrado
apenas patenteia
a manjedoura pobre.
Nada cobre
o Menino ali deitado.
O quadro desnorteia:
é falso,
cru.
Nem uma rosa branca se desfolha.
Nem cheira a incenso, a alfazema, a sândalo.
O Menino está nu...
E ninguém olha,
ninguém repara no divino escândalo.
(Meu Deus, meu Deus,
perdoa-nos o mal,
mas é assim ainda o teu Natal)
"Paz na Terra aos homens de BOA VONTADE"
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
POEMA DO ANTINATAL
por Alberto Jerónimo
(Cortado pela Censura em l965, no «Diário Popular»)
É longa e fria a noite.
Os ecos aleluiam no negrume
soando como açoite...
Nas casas
o calor é só das brasas:
não arde, não crepita a voz do lume...
Folguedos,
algazarra!
(Nas trevas um Cristo mudo...)
Tantas árvores lindas com brinquedos
p'ra meninos que às vezes têm tudo...
(Meu Deus, meu Deus,
perdoa-nos o mal,
mas é assim ainda o teu Natal!)
Ao fundo de um salão
numa mesa coberta de bons vinhos,
uma subscrição ficou aberta
para um bodo de amor aos pobrezinhos...
E, a definir distâncias,
afastado,
ausente de alegrias e fragrâncias,
um presépio frustrado
apenas patenteia
a manjedoura pobre.
Nada cobre
o Menino ali deitado.
O quadro desnorteia:
é falso,
cru.
Nem uma rosa branca se desfolha.
Nem cheira a incenso, a alfazema, a sândalo.
O Menino está nu...
E ninguém olha,
ninguém repara no divino escândalo.
(Meu Deus, meu Deus,
perdoa-nos o mal,
mas é assim ainda o teu Natal)
"Paz na Terra aos homens de BOA VONTADE"
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES {IN}OPORTUNAS
Por Pedro M. Pereira
1. Aqui há uns anos atrás, porque não sabia nadar, o senhor engenheiro Guterres, no pleno gozo das suas faculdades governativas {que outras não sei se as teria...}, tomou conta dos microfones e holofotes das câmaras a fim de botar faladura em tom lamuriento bufando que ia dar de frosques porque afinal não vivia num país mas «num pântano». Palavras do senhor.
Dito isto, «por aqui me vou e ala que se faz tarde». Pegou na valise de papelon e deixou os seus acólitos bufarinheiros desempregados e o Zé pagode a coçar a tola de binóculos em riste à procura do tal de pântano.
Seguiram-se os governos dos dois estarolas.
2. O primeiro, o carapau de corrida, perdão, o cherne, foi até aos Açores lambuzar as botas do analfabeto funcional que é o rapazola Busch e daí a poucos meses foi nomeado presidente da Comissão Europeia. Mas caganda coincidência! Porra!!! E não é inginheiro!!!...
Como é muito inteligente {não fazer confusão com o das toiradas}, este ano foi reconduzido no cargo depois de ouvidas as populações dos países que compõem a C.E. . - O quê? Estão-me aqui a soprar ao ouvido que a populaça não foi ouvida! Não quero crer! Mas então que raio de democracia existe lá por Bruxelas em que o presidente, o todo-o-poderoso não foi eleito?...
Mas camerda é esta, em que quem decide os destinos dos europeus comunitários - em que eu me incluo - não são eleitos? Caporra de democracia é esta? Devem andar a gozar com a minha cara, quer-me parecer...
3. Como o cherne foi navegar para águas turvas, ascendeu ao pódio o Santana, moçoilo virtuoso, de fino trato, dedicado aos lavores femininos e langeries rústicas da linha de Cascais. Mais por amor ao engenho que por mor das artes.
Por cavalgar débeis alimárias e por empatia com estas, encetou a caír frequentemente nos quartos traseiros, lançando a confusão nas suas hostes bafientas - salvo os que usavam naftalina - e irritando o olfato e a vista do povoléu.
Atento ao descontentamento da plebe, o venerando chefe do estado pouco mais arrastou os seus pés chatos entre o jardim e as restantes dependências do palácio, até tomar a decisão de demitir o primeiro-ministro, que diga-se em abono da verdade, era um esbelto mocetão que povoava os sonhos húmidos das balzaquianas deste país e... do outro.
4. Feitas eleições, eis que começou a cavalgar - salvo seja! - no poder, outro senhor inginheiro. Rapaz de nariz rubicundo, muito dado às artes mágicas.
E governou... governou... governou... O quê? - Ah pois! Estão aqui a dizer-me que governar tem que se lhe diga. Pois.... compreendo. Tem mesmo que se lhe diga, senão éramos todos governantes! Pois... é muito inteligente {não confundir com o das toiradas} o senhor!...
Durante o seu mandato o país deu um grande salto em frente. Tão grande que ficámos todos mesmo à beirinha do mar. E o pior é que a maior parte da populaça não sabe nadar. O quê? Chiça! Estão outra vez aqui a soprar-me ao ouvido que quem não souber nadar que se lixe. No meu modesto entender, não é bem assim! Então que se lixe? É?... Era o que faltava! Coitadinhas das pessoas...
5. Quando o senhor inginheiro acabou o seu mandato, teve de se fazer novas eleições para um novo governo. Mas que chatice! Porque é que tem de haver eleições de quatro em quatro anos? Não seria melhor que fosse de dez em dez anos? Ou de vinte em vinte anos? Ou até de quarenta e oito em quarenta e oito anos?... Mas cagaita!
Estranhamente o povoléu quis dar votos a todos os partidos políticos para que os senhores da pu-litica ficassem felizes e contentes. E não é que ficaram!... Só o senhor inginheiro é que ficou triste e com razão. A arraia miúda é muito ingrata!... - O quê??? Estão aqui a bufar-me à orelha que já não vivemos no pântano, mas em areias movediças. - Mas que exagero! Se estivéssemos a viver em areias movediças estávamos-nos a afundar. - O quê? Estamos-nos a afundar?... Pois é... já não consigo ver os meus pés!...
1. Aqui há uns anos atrás, porque não sabia nadar, o senhor engenheiro Guterres, no pleno gozo das suas faculdades governativas {que outras não sei se as teria...}, tomou conta dos microfones e holofotes das câmaras a fim de botar faladura em tom lamuriento bufando que ia dar de frosques porque afinal não vivia num país mas «num pântano». Palavras do senhor.
Dito isto, «por aqui me vou e ala que se faz tarde». Pegou na valise de papelon e deixou os seus acólitos bufarinheiros desempregados e o Zé pagode a coçar a tola de binóculos em riste à procura do tal de pântano.
Seguiram-se os governos dos dois estarolas.
2. O primeiro, o carapau de corrida, perdão, o cherne, foi até aos Açores lambuzar as botas do analfabeto funcional que é o rapazola Busch e daí a poucos meses foi nomeado presidente da Comissão Europeia. Mas caganda coincidência! Porra!!! E não é inginheiro!!!...
Como é muito inteligente {não fazer confusão com o das toiradas}, este ano foi reconduzido no cargo depois de ouvidas as populações dos países que compõem a C.E. . - O quê? Estão-me aqui a soprar ao ouvido que a populaça não foi ouvida! Não quero crer! Mas então que raio de democracia existe lá por Bruxelas em que o presidente, o todo-o-poderoso não foi eleito?...
Mas camerda é esta, em que quem decide os destinos dos europeus comunitários - em que eu me incluo - não são eleitos? Caporra de democracia é esta? Devem andar a gozar com a minha cara, quer-me parecer...
3. Como o cherne foi navegar para águas turvas, ascendeu ao pódio o Santana, moçoilo virtuoso, de fino trato, dedicado aos lavores femininos e langeries rústicas da linha de Cascais. Mais por amor ao engenho que por mor das artes.
Por cavalgar débeis alimárias e por empatia com estas, encetou a caír frequentemente nos quartos traseiros, lançando a confusão nas suas hostes bafientas - salvo os que usavam naftalina - e irritando o olfato e a vista do povoléu.
Atento ao descontentamento da plebe, o venerando chefe do estado pouco mais arrastou os seus pés chatos entre o jardim e as restantes dependências do palácio, até tomar a decisão de demitir o primeiro-ministro, que diga-se em abono da verdade, era um esbelto mocetão que povoava os sonhos húmidos das balzaquianas deste país e... do outro.
4. Feitas eleições, eis que começou a cavalgar - salvo seja! - no poder, outro senhor inginheiro. Rapaz de nariz rubicundo, muito dado às artes mágicas.
E governou... governou... governou... O quê? - Ah pois! Estão aqui a dizer-me que governar tem que se lhe diga. Pois.... compreendo. Tem mesmo que se lhe diga, senão éramos todos governantes! Pois... é muito inteligente {não confundir com o das toiradas} o senhor!...
Durante o seu mandato o país deu um grande salto em frente. Tão grande que ficámos todos mesmo à beirinha do mar. E o pior é que a maior parte da populaça não sabe nadar. O quê? Chiça! Estão outra vez aqui a soprar-me ao ouvido que quem não souber nadar que se lixe. No meu modesto entender, não é bem assim! Então que se lixe? É?... Era o que faltava! Coitadinhas das pessoas...
5. Quando o senhor inginheiro acabou o seu mandato, teve de se fazer novas eleições para um novo governo. Mas que chatice! Porque é que tem de haver eleições de quatro em quatro anos? Não seria melhor que fosse de dez em dez anos? Ou de vinte em vinte anos? Ou até de quarenta e oito em quarenta e oito anos?... Mas cagaita!
Estranhamente o povoléu quis dar votos a todos os partidos políticos para que os senhores da pu-litica ficassem felizes e contentes. E não é que ficaram!... Só o senhor inginheiro é que ficou triste e com razão. A arraia miúda é muito ingrata!... - O quê??? Estão aqui a bufar-me à orelha que já não vivemos no pântano, mas em areias movediças. - Mas que exagero! Se estivéssemos a viver em areias movediças estávamos-nos a afundar. - O quê? Estamos-nos a afundar?... Pois é... já não consigo ver os meus pés!...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
O PETRÓLEO NÃO É DE ORIGEM FÓSSIL
Artigo retirado de: «Qual crise energética?
Foi-nos sempre dito que o petróleo é um combustível fóssil, que surgiu há 500 milhões de anos, tendo por origem a decomposição de plantas e animais mortos. Restos de organismos teriam sido aprisionados no fundo dos oceanos numa camada de lama e cobertos por outras camadas de solo, formando ao longo do tempo o petróleo. Foi-nos sempre dito que a energia do sol é captada pelos seres vivos e que podemos libertar novamente essa energia armazenada há centenas de milhões de anos através da combustão do petróleo. É-nos dito que as reservas de combustíveis fósseis, especialmente o petróleo, duram, no máximo, até cerca de 2060. Outro factor, para além da extinção das reservas petrolíferas, é o momento em que a produção de petróleo atinge o seu cume, começando então a decrescer. Este ponto máximo da extracção petrolífera é chamado de "Peak-Oil" [Pico Petrolífero]. Como é em função deste pico que varia a oferta e a procura, este pode ter um papel crucial nos preços do petróleo.O ponto máximo da extracção petrolífera ou "Peak-Oil" é o instante em que a taxa de extracção petrolífera atinge o seu máximo absoluto em todas as bacias petrolíferas. Este momento é alcançado quando tenha sido extraído metade de todo o petróleo passível de ser explorado.
O Pico Petrolífero
É afirmado que o ponto de extracção máximo já foi alcançado no passado e que vamos de encontro a uma crise energética. A prova desta afirmação, dizem-nos, é o aumento contínuo da cotação do petróleo, de 25 dólares o barril em 2002 para 134 dólares em 6/6/2008 (este artigo foi escrito nesta data). Por este motivo, dizem-nos que a esperada lacuna energética deve ser suprida através de menor consumo e pela procura de outras alternativas, tal como energias renováveis. Devemos abandonar o petróleo o mais rapidamente possível, pois ele irá acabar em breve. É-nos afirmado que o petróleo se formou há centenas de milhões de anos, que existe em quantidade fixa, e que quando tivermos extraído a última gota, terá acabado para sempre a era do petróleo. Mas o que é que aconteceria se toda esta história não tiver nenhum fundamento e tudo não passar de uma lenda? O que seria se o combustível petróleo não fosse de origem fóssil, não proviesse de organismos extintos, mas fosse de outra natureza? E se o petróleo, afinal, existe em abundância e continua a ser formado ininterruptamente pela Terra? E se não existir nenhuma crise energética e nenhum "Peak-Oil"?
O Pico Petrolífero está aqui...
A afirmação de que haveria um ponto máximo na extracção do petróleo foi divulgada em pânico, já em 1919, embora nesse tempo ainda não se chamasse "Peak-Oil" (este é somente um novo rótulo). Naquele tempo, foi afirmado pelos "especialistas" que o petróleo só chegaria para os próximos 20 anos. O que aconteceu na realidade? Desde então, a data do fim do petróleo foi sempre impelida para o futuro, e hoje, 90 anos depois, temos ainda petróleo, embora a extracção e o consumo tenham vindo a aumentar todos os anos.
O Petróleo Abiótico (não fóssil)
De onde veio, no fim de contas, a história de que o petróleo teria surgido de fósseis de organismos vivos e seria, portanto, biótico? O geólogo russo Mikhailo Lomonossov teve esta ideia pela primeira vez em 1757: "o petróleo surge de pequenos corpos de animais e plantas, enclausurados em sedimentos sob alta pressão e temperatura e transformam-se em petróleo após um período inimaginável". Não sabemos que observações o levaram a afirmar isso, simplesmente esta teoria nunca foi confirmada e é aceita sem provas há mais de 200 anos e ensinada nas universidades.
A teoria da origem do Petróleo como resultado da decomposição de restos de plantas e animais. Porém, nunca foram encontrados fósseis de animais ou plantas nas reservas de petróleo. Esta falta de provas mostra que a teoria do combustível fóssil é unicamente uma crença sem qualquer base científica. Os geólogos que espalham a teoria do combustível fóssil, não apresentaram ainda qualquer prova da transformação de organismos em petróleo. Um dos elementos mais presentes sobre a Terra no nosso sistema solar é o carbono. Nós, seres humanos, somos formados em grande parte por carbono, assim como todos os outros seres vivos e plantas do planeta. E em pelo menos 10 planetas e luas de nosso sistema solar foram observadas grandes quantidades de hidrocarbonetos, a base para o petróleo. A sonda espacial Cassini descobriu, ao passar próximo de Titan, a lua de Saturno, que ela está repleta de hidrocarbonetos líquidos. Mas não havendo lá vida para produzir os hidrocarbonetos, estes devem ser fruto de alguma outra transformação química. Devido à sua particular configuração atómica, o carbono possui a capacidade de formar moléculas complexas e apresenta, entre todos os elementos químicos, a maior complexidade de ligações químicas. Aqui na Terra, as placas continentais flutuam sobre uma inimaginável quantidade de hidrocarbonetos. Nas profundezas do manto terrestre surgem, sob determinada temperatura, pressão e condições adequadas, grandes quantidades de hidrocarbonetos. A rocha calcária anorgânica é transformada num processo químico. Os hidrocarbonetos que daí resultam, são mais leves que as camadas de solo e rocha sedimentares, e por isso sobem pelas fendas da Terra e acumulam-se sob camadas impermeáveis da crosta terrestre. O magma quente é o fornecedor de energia para este fenómeno geológico. O resultado dá pelo nome de petróleo abiótico, porque não surgiu a partir da decomposição de formas biológicas de vida, mas antes por um processo químico no interior da Terra. E este processo acontece ininterruptamente. O petróleo é produzido continuamente.Eis alguns dos argumentos mais relevantes que comprovam que o petróleo é de origem abiótica (não fóssil):
- O petróleo é extraído de grandes profundidades, ultrapassando os 13 km. Isso contradiz totalmente a tese dos fósseis, pois os restos dos seres vivos marinhos nunca chegaram a tais profundidades e a temperatura (elevadíssima) teria destruído todo o material orgânico.
- As reservas de petróleo, que deveriam estar vazias desde os anos 70, voltam a encher-se novamente por si mesmas. O petróleo fóssil não pode explicar este fenómeno. Só pode ser explicado pela produção incessante de petróleo abiótico no interior da Terra.
- A quantidade de petróleo extraída nos últimos 100 anos supera a quantidade de petróleo que poderia ter sido formado através da biomassa. Nunca existiu material vegetal e animal suficiente para ser transformado em tanto petróleo. Somente um processo de fabricação de hidrocarbonetos no interior da Terra pode explicar esta quantidade gigantesca.
- Quando observamos as grandes reservas de petróleo no mundo é notório que elas surgem onde as placas tectónicas estão em contacto uma com as outras ou se deslocam. Nestas regiões existem inúmeras fendas, um indício de queo petróleo provém do interior da Terra e migra vagarosamente através das aberturas para a superfície.
Placas Tectónicas
- Em laboratório foram criadas condições semelhantes àquelas que predominam nas profundezas do planeta. Foi possível produzir metano, etano e propano. Estas experiências provam que os hidrocarbonetos podem formar-se no interior da Terra através de simples reacções anorgânicas - e não pela decomposição de organismos mortos, como é geralmente aceite.
- O petróleo não pode ter 500 milhões de anos e permanecer tão "fresco" no solo até hoje. As longas moléculas de carbono ter-se-iam decomposto. O petróleo que utilizamos é recente, caso contrário já se teria volatilizado há muito tempo. Isto contradiz o aparecimento do petróleo fóssil, mas comprova a teoria do petróleo abiótico. Em 1970, os russos começaram a perfurar poços a grandes profundidades, ultrapassando os 13.000 metros. Desde então, as grandes petrolíferas russas, incluindo a Iukos, perfuraram mais de 310 poços e extraem de lá petróleo. No último ano, a Rússia ultrapassou a extracção do maior produtor mundial, a Arábia Saudita. Os russos dominam a complexa técnica de perfuração profunda há mais de 30 anos e exploram inesgotáveis reservas de petróleo das profundezas na Terra. Este facto é ignorado pelo Ocidente. Os russos provaram ser totalmente falsa a explicação dos geólogos ocidentais de que o petróleo seria o fruto de material orgânico decomposto. Nos anos 40 e 50, os especialistas russos descobriram, para sua surpresa, que as reservas petrolíferas se reenchiam por si próprias e por baixo. Chegaram à conclusão que o petróleo é produzido nas profundezas da Terra e emigra para cima, onde se acumula. Puderam comprovar isso através das perfurações profundas. Entretanto, nos anos 90, a Rússia estava de tal modo à frente do Ocidente na tecnologia de perfuração profunda, que Wall Street e os bancos Rockfeller e Rothschild forneceram dinheiro a Michail Chodorkowski com a missão de comprar a empresa Iukos por 309 milhões de dólares, a fim de obter o know-how da perfuração a grande profundidade.
Michail Chodorkowski mandado prender por Putin
Pode-se agora perceber por que é que o presidente Wladimir Putin fez regressar a Iukos e outras petrolíferas novamente para mãos russas. Isso era decisivo economicamente para a Rússia, e Putin expulsou e prendeu alguns oligarcas russos. Entretanto, os chamados "cientistas", os lobistas, os jornalistas a soldo e os políticos querem que acreditemos que o fim do petróleo está a chegar, porque supostamente a produção já atingiu o seu pico e agora está a decrescer. Naturalmente, a intenção é criar um clima que justifique o alto preço do petróleo e com isso obter lucros gigantescos. Sabe-se agora que o petróleo pode ser explorado praticamente em toda a parte, desde que se esteja disposto a investir nos altos custos de uma perfuração profunda. Qualquer país se pode tornar independente em matéria de energia. Simplesmente, os donos das petrolíferas querem países dependentes e que paguem caro pelo petróleo importado.A afirmação de que existe um máximo na extracção de petróleo é, de facto, um golpe e uma mentira da elite global. Trata-se de construir uma escassez e um encarecimento artificial. Tudo se resume a negócios, lucro, poder e controle. Aliás, é absolutamente claro para todos que o Iraque foi invadido por causa do petróleo. Somente, não foi para extrair o petróleo, mas, pelo contrário, para evitar que o petróleo iraquiano inundasse o mercado e os preços caíssem. Antes da guerra, o Iraque extraía seis milhões de barris por dia, e hoje não chega a dois milhões. A diferença foi retirada do mercado. Saddam Hussein ameaçou extrair quantidades enormes de petróleo e inundar o mercado. Tal significou a sua sentença de morte, e por esse motivo o Iraque foi atacado e Saddam enforcado. Agora os EUA têm lá tropas permanentemente. Ninguém tem licença para explorar o petróleo do país com a segunda maior reserva petrolífera do mundo. Por isso, o Irão, com a terceira maior reserva petrolífera do mundo, é agora também ameaçado por querer construir «armas de destruição massiva».
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
MAIS NOVAS DA FAMIGERADA GRIPE A
Face à gripe, paciência e tranquilidade
Por Juan Gérvas, Médico de Canencia de la Sierra, Garganta de los Montes e El Cuadrón (Madrid). Professor Honorário de Saúde Pública na Faculdade de Medicina da Universidad Autónoma de Madrid e Professor Visitante de Atención Primaria en Salud Internacional da Escuela Nacional de Sanidad (Madrid).
Buitrago de Lozoya (Madrid), 20 de Agosto de 2009.
Resumo
A gripe A é muito contagiosa e pouco grave. Menos grave do que a gripe habitual de todos os anos (gripe sazonal). Face à gripe A é conveniente manter um comportamento prudente e tranquilo, similar ao que temos com a gripe sazonal. Deve-se consultar o médico apenas em caso de enfermidade importante (tosse com sangue, grande deterioração respiratória). Os antivirais Tamiflu e o Relenza não previnem a gripe A, têm efeitos secundários importantes. Devem reservar-se para tratar casos graves. A vacina contra a gripe A é experimental, e por agora não se sabe nada sobre a sua segurança ou sobre a sua eficácia. As pandemias prévias não produziram grande mortalidade desde que se passou a dispor de antibióticos para tratar as pneumonias que complicam a gripe. Essas pandemias também não tiveram um segundo surto de maior agressividade. Para além da gripe A, os serviços de saúde têm que atender os milhares de doentes agudos e crónicos habituais, pelo que convém não saturar a actividade de médicos, enfermeiras e restante pessoal com pacientes ligeiros com gripe A.
O problema
A gripe é uma doença viral de que se padece durante o Inverno, sob a forma de epidemia (epidemia sazonal), que afecta grande parte da população. Como diz (e bem) o refrão popular, "a gripe dura sete dias com tratamento, e uma semana sem ele". A gripe é uma enfermidade leve, com febre e sintomas variados tais como dor de cabeça e muscular, náuseas, diarreia e mal-estar geral, que obriga a estar um par de dias em repouso. Não convém baixar a febre a todo o custo (nem sequer nas crianças), e o tratamento é o da dor e do mal-estar. Pese embora a pouca gravidade da gripe, pode demonstrar-se que a mortalidade aumenta na população em dois picos anuais, um nos dias de Verão com o máximo de calor, e outro nos dias de Inverno com a epidemia de gripe. Por isso se aconselha a vacina contra a gripe, apesar de se discutir a utilidade desta vacinação.
A epidemia de gripe A, que começou no México em 2009, é de menor gravidade que a epidemia habitual. É uma gripe que contagia muito facilmente, e por isso é uma "pandemia", porque pode chegar a afectar metade da população. Mas a contagiosidade da gripe A não diz nada sobre a sua gravidade, sendo de facto menos grave do que qualquer das gripes anteriores. Afecta muita gente, mas mata menos do que a gripe sazonal de todos os anos. Os números são variáveis consoante a fonte dos dados, mas por exemplo, no Reino Unido houve centenas de milhares de casos e só umas 30 mortes e nos Estados Unidos da América, com um milhão de casos só 302 mortos. No Inverno austral (que coincide com o Verão em Espanha - e em Portugal), na Argentina morreram 350 pessoas, na Austrália 128, no Chile 105 e na Nova Zelândia, 15. Com o Inverno austral quase no fim, no mundo inteiro houve, até agora, 2396 mortes. Para situar o problema, calcula-se que em Espanha morram durante um Inverno "normal", por gripe sazonal, de 1500 a 3000 pessoas. Tivemos muitas pandemias, e a mais letal, a "espanhola" de 1918 matou, sobretudo por pneumonias bacterianas, os pobres (mal alimentados, amontoados, com habitações insalubres e mal protegidos do frio). Nas outras duas grandes pandemias, de 1957 e 1968 não houve tal letalidade, entre outras coisas pela existência dos antibióticos para tratar as pneumonias bacterianas.
Ao estudar as pandemias dos últimos séculos (de 1510 à actualidade) demonstra-se que nunca foi contagiada simultaneamente toda a população e que sempre que houve um segundo surto da pandemia a gripe manteve um carácter ligeiro também na segunda volta.
O que se pode fazer face à gripe A?
Quando em 2005 a Organização Mundial de Saúde (OMS) prognosticou que poderiam morrer de gripe aviária até sete milhões de pessoas, desatou-se o pânico no mundo. Depois houve apenas 262 mortes. Assistiu-se assim, a um gravíssimo erro de prognóstico. Em 2009, com a gripe A, convém não repetir o mesmo erro. Por isso é central evitar o pânico. É absurdo ter pânico face à epidemia de gripe A, por mais que venha a afectar (levemente) um grande número de pessoas. Face à gripe A convém fazer o que sempre se faz face à gripe: cuidar-se com prudência e tranquilidade. Boa hidratação, boa alimentação, boa higiene, e recorrer ao médico quando haja sintomas de importância, tipo tosse com expulsão de sangue e grande deterioração da respiração. Convém não tossir para cima de ninguém, não mexer no nariz, tapar a boca ao tossir ou espirrar e lavar as mãos antes de comer, depois de ir à casa de banho e quando estão sujas de mucosidades.
O vírus elimina-se pela mucosidade nasal aproximadamente durante os primeiros cinco dias da enfermidade. O uso de máscaras não parece que ajude a evitar a propagação da epidemia. Convém não fazer muita vida social nesses primeiros dias, como é costume em caso de gripe. No que respeita à gravidez, não há nada a dizer, pois estes cuidados são para se ter sempre, não havendo deste modo nada mais a fazer. Não há nenhum tratamento preventivo: os medicamentos contra a gripe não previnem a enfermidade (nem o oseltamivir - Tamiflu, nem o zanamivir - Relenza). Uma vez diagnosticada a doença, estes medicamentos são também quase inúteis (tiram meio dia à evolução da enfermidade). Também não existem estudos que avalizem a sua efectividade na gripe A. Para além disso, têm efeitos adversos. Por exemplo, durante a epidemia de gripe A, em crianças tratadas em Londres com oseltamivir - Tamiflu, metade tiveram efeitos adversos, geralmente vómitos, e em 18 % registaram-se alterações neuropsiquiátricas. Talvez em alguns casos valha a pena o seu uso como tratamento, por exemplo em doentes graves e em pacientes com doenças mcrónicas importantes, mas não são úteis nem em crianças nem em adultos saudáveis. A vacina contra a gripe é de pouca utilidade em crianças e adolescentes, com uma efectividade de 33 %, e absolutamente inútil nos menores de dois anos. Há dúvidas sobre a sua eficácia em adultos e idosos. Sobre a vacina contra a gripe A não sabemos nada, mas em 1976 produziu-se nos Estados Unidos uma vacina parecida, também com toda a pressa pelo perigo de pandemia, e o resultado foi uma epidemia de efeitos adversos graves (sindroma de Guillain-Barré, uma doença neurológica) que obrigou a parar a vacinação. A pressa não é boa para nada, e ainda menos para parar uma gripe como a A, que tem tão baixa mortalidade. Convém não repetir o erro de 1976. Em todo o caso, é exigível a assinatura de um formulário de "consentimento informado" que deixe claro os benefícios e riscos, e o procedimento a seguir face aos possíveis danos por efeitos adversos. Dada a pressa que há em produzir a vacina, e para evitar as consequências legais relacionadas com os problemas de segurança, em caso de danos serão os Estados, e não a indústria farmacêutica, a responder às reclamações.
Mais alguma coisa?
Os testes diagnósticos rápidos da gripe A têm pouca sensibilidade (de 10 a 60 %). Quer dizer, não vale a pena fazer a determinação para saber se se tem na realidade a gripe A. Tanto faz, pois os conselhos a dar são os mesmos, e o teste não acrescenta a segurança de não se ter a gripe A. Tanto o vírus da gripe A como o da gripe sazonal podem mutar, inutilizando as vacinas. A vacinação contra a gripe sazonal não dá protecção contra a gripe A. Convém não esquecer que uma criança (ou um adulto) pode ter outras enfermidades, além da gripe A. No Reino Unido houve casos de crianças que morreram por meningite por causa de falso diagnóstico de gripe A. Durante a pandemia de gripe A continuará a haver enfartes do miocárdio, apendicites, insuficiência cardíaca, diabetes, asma, tentativas de suicídio, fracturas da anca, depressão, esquizofrenia e as outras mil enfermidades que requerem atenção médica. O comportamento sereno, paciente e tranquilo dos pacientes com gripe A é essencial para que os serviços de saúde funcionem bem e para que os médicos e restante pessoal de saúde se possam dedicar aos doentes que deles necessitem, com ou sem gripe A.
Nota
O autor não tem outra intenção senão deixar claro o estado do conhecimento acerca da gripe A no momento em que escreve este texto, e para tal reviu a literatura mundial a seu respeito. Este texto é puramente informativo. O autor lamenta que muitos dos organismos públicos, as sociedades científicas e os meios de comunicação transmitam outra mensagem; terão as suas razões.
sábado, 14 de novembro de 2009
A TRADIÇÃO PORTUGUESA
Sem duvida muito actual. E a maioria nada faz para mudar
JÁ GUERRA JUNQUEIRO EM 1896 DIZIA....E HOJE NADA SE ALTEROU...
CONTINUAMOS EXPLORADOS E CHULADOS...
Em cento e tal anos não aconteceu nada.... Afinal a tradição ainda é o que era!...
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que
um lampejo misterioso da alma nacional,reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,e não se malgando e fundindo, apesar disso,pela razão que alguém deu no parlamento,de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
PORTUGAL É ASSIM...
Agora que já votou com o coração,
leia e pense com a cabeça.
Este é o pensamento político que temos(em Portugal, está em todas:
· Estádios de futebol, hoje às moscas,
· TGV,
· novo aeroporto,
· nova ponte,
· auto-estradas onde bastavam estradas com bom piso,
· etc. etc.
A quem na verdade serve tudo isto?
PORTUGUESES, LEIAM AS LINHAS SEGUINTES E PENSEM A QUEM VAI SERVIR O TGV ...
1. AOS FABRICANTES DE MATERIAL FERROVIÁRIO,
2. ÀS CONSTRUTORAS DE OBRAS PÚBLICAS E .. CLARO,
3. AOS BANCOS QUE VÃO FINANCIAR A OBRA ...
OS PORTUGUESES FICARÃO - UMA VEZ MAIS ENDIVIDADOS DURANTE DÉCADAS POR CAUSA DE MAIS UMA OBRA MEGALÓMANA!!!
Experimente ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio.
Comprado o bilhete, dá consigo num comboio que só se diferencia dos nossos 'Alfa' por não ser tão luxuoso e ter menos serviços de apoio aos passageiros.
A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.
Não fora conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemáticos pelos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos.Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.
A resposta está na excelência das suas escolas,
· na qualidade do seu Ensino Superior,
· nos seus museus e escolas de arte,
· nas creches e jardins-de-infância em cada esquina,
· nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.
Percebe-se bem porque não
· construíram estádios de futebol desnecessários,
· constroem aeroportos em cima de pântanos,
· nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.
O TGV é um transporte adequado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso que, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, só existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos).
É por razões de sensatez que não o encontramos
· na Noruega,
· na Suécia,
· na Holanda
· e em muitos outros países ricos.
Tirar 20 ou 30 minutos ao 'Alfa' Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhõesde euros não trará qualquer benefício à economia do País. Para além de que, dado ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia,ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.
Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se:
- 1000 (mil) Escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituamas mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma);
- mais 1.000 (mil) creches (a 1 milhão de euros cada uma);
- mais 1.000 (mil) centros de dia para os nossos idosos (a 1milhão de euros cada um).
E ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências como, por exemplo, na urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.
Cabe ao Governo reflectir.
Cabe à Oposição contrapor.
Cabe-lhe a si participar porque a classe política não proprietária do país.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
OS BURROS, O MERCADO DE ACÇÕES E A CRISE...
Uma vez, num pequeno e distante vilarejo, apareceu um homem anunciando que compraria burros por € 10,00 cada. Como havia muitos burros na região, os aldeões iniciaram a caçada. O homem comprou centenas de burros a € 10,00, e como os aldeões diminuíram o esforço na caça, o homem anunciou que pagaria € 20,00 por cada burro.
Os aldeões foram novamente à caça, mas logo os burros foram escasseando e os aldeões desistiram da busca. A oferta aumentou então para € 25,00 e a quantidade de burros ficou tão reduzida que já não havia mais interesse em caçá-los. O homem então anunciou que compraria cada burro por € 50,00!
Mas, como iria à cidade grande, deixaria seu assistente cuidando da compra dos burros.
Na ausência do homem, o seu assistente propôs aos aldeões: - "Sabem os burros que o homem vos comprou? Eu posso vendê-los a vocês a € 35,00 cada. Quando o homem voltar da cidade, vocês vendem-nos a ele pelos € 50,00 que ele oferece, e ganham uma boa massa".
Os aldeões pegaram em suas economias e compraram todos os burros ao assistente.
Os dias passaram-se, e eles nunca mais viram nem o homem, nem o seu
assistente: Somente burros por todos os lados.
Entenderam agora como funciona o mercado de acções e porque apareceu a crise?
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