quarta-feira, 15 de abril de 2009

A CRISE

OS SENHORES DO MUNDO

Decorria o ano de 1830, quando na elitista Universidade de Yale, nos E.U.A., um grupo de jovens funda uma irmandade secreta, da qual, só há poucos anos se começou a falar. Tem por nome: Skull & Bones {crânio e ossos}. Continua actuante e tem por sede um antigo edifício escuro e sem janelas no campus daquela universidade. Por ano, só são admitidos quinze elementos, que, ao longo dos tempos se vêm a destacar na alta-roda da elite dirigente daquele país. O anterior presidente dos Estados Unidos, Bush, pertence a essa «irmandade», tal como seu pai. O seu avô também foi membro dessa agremiação. Metade da equipa do Governo Bush era formada por «bonesmen», como eram chamados os membros da Skull & Bones, que conta actualmente entre os seus membros, administradores de grandes multinacionais de todas as áreas económicas, desde o armamento à indústria farmacêutica e petroquímica, políticos, militares, directores e proprietários de grandes grupos editoriais, de imprensa, formadores de opinião pública, indivíduos ligados à alta finança e por aí fora. Segundo alguma imprensa americana, existem mais de oitocentos membros actuantes, nos E.U.A., sem contar com os que se encontram ao seu serviço, fora desse país. Entretanto, em Maio de 1954 teve início pela primeira vez, uma reunião de representantes de poderosos grupos oligárquicos norte-americanos e europeus, na Holanda, no Hotel Bilderberg, para discutirem entre si, questões relacionadas com a orientação política, económica e social mundial. Tiveram acento nesse encontro - e continuam a ter - elementos da Skull & Bones. Desde então, os «120», como também é conhecida a reunião anual semi-secreta da elite mundial do grupo que tomou o nome do local onde se reuniram pela primeira vez, tem vindo a realizar os seus encontros em diversos países da Europa e dos E.U.A., onde, alegadamente, «cozinham» as estratégias no tabuleiro mundial. Nele tem peso actualmente, chefes de Estado, membros de governos e de parlamentos, chefes de alianças militares, presidentes de empresas multinacionais, líderes de bancos e organizações financeiras internacionais, magnates dos media e das organizações ambientalistas. São os «patrões» da globalização. Desde há uns anos para cá, que faz parte como um dos secretários executivos deste grupo, Francisco Pinto Balsemão, que tem convidado, desde então, destacadas figuras da sociedade portuguesa a participarem como assistentes a esses encontros, dos quais, muito pouco se sabe. Sobre esta matéria, abundam artigos em jornais, revistas e livros publicados em várias línguas, para além do que se pode encontrar na Internet. Em comum, todos estes escritos referem-se ao Grupo de Bilderberg como uma espécie de sociedade secreta mundial, de onde saem os homens e as estratégias que governam o planeta. Ressalve-se que na última década a organização destes encontros tem emitido lacónicas notas de imprensa, devido à pressão dos media. Notas estas, que evidentemente, para além de referirem os nomes dos presentes, salientam ser um grupo de reflexão reunido para discutirem coisas estilo «sexo dos anjos». Na verdade e, a título de exemplo, não deixa de ser no mínimo curioso que Bil Clinton tenha participado no encontro anual deste grupo em 1991 e em Agosto de 1992 tenha sido eleito presidente dos E.U.A.; que Tony Blair tenha participado no encontro da Grécia em 1993, tornando-se líder do Partido Trabalhista britânico em Julho de 1994 e 1º ministro em 1997, assim como Romano Prodi, que após participar no encontro deste grupo na Penha Longa, em Sintra, em Junho de 1999, em Setembro desse ano tomou posse como presidente da Comissão Europeia. Ou, ainda, como George Robertson, que participou no encontro Bilderberg na Escócia em 1998, tomou posse como secretário-geral da NATO no ano seguinte, cargo, que aliás, vem sendo ocupado desde 1971 por indivíduos que previamente passaram pelas reuniões anuais, do grupo Bilderberg. É, talvez, por coincidência, no que reporta a Portugal e na sequência do encontro desta organização, no Grand Hotel das Ilhas Barromees, em Itália, comemorando os seus cinquenta anos de existência, tendo estado presentes para além de Pinto Balsemão, António Vitorino, José Sócrates e Pedro Santana Lopes, e que o xadrez do tabuleiro político nacional tenha ficado organizado como é do conhecimento público. De notar, que desde 1994, que Durão Barroso participa nestes encontros e até o ex- Presidente da República, Jorge Sampaio, também participou. Assim, por iniciativa de Tony Blair, Durão Barroso foi indigitado e eleito para a Comissão Europeia. Jorge Sampaio ouviu todos os partidos políticos nacionais, empresários, organizações sindicais e … permitiu a sucessão de Durão por Santana sem que este tenha sido sufragado pelo povo. Inédito em Portugal. Por «coincidência», José Sócrates até acabou por ser eleito líder do P.S. . Já o era antes e a sua campanha de imagem nos media, atingiu níveis sem precedentes mesmo comparativamente com eleições a nível autárquico ou nacional, o que não deixa de ser caricato, uma vez que só puderam votar nele os militantes do P.S.. Mas a mensagem tinha de chegar a todo o lado e chegou. A lista de portugueses que tem sido visita destes encontros é relativamente «jeitosa». Nela podemos encontrar nomes como Carlos Monjardino, Artur Santos Silva, Margarida Marante, Murteira Nabo, Marcelo Rebelo de Sousa, Ricardo Espírito Santo, Roberto Carneiro, Vítor Constâncio, Marçalo Grilo, Faria de Oliveira, Manuel Maria Carrilho e mais alguns outros privilegiados destes encontros de alta-roda. Verdade ou não, os elementos do Grupo de Bilderberg, que tem no seu topo como elementos executivos, homens da Skull & Bones, não se livram da fama de serem os «gestores» da política e da economia mundial.

 P.P.

PORQUE SURGEM AS ENERGIAS NEGATIVAS

Quantas vezes não nos tem acontecido mudar repentinamente de humor, sobretudo depois de termos estado em dado lugar, ou a falar com alguém, que, como que nos «sugou» as forças anímicas que tínhamos, ou até e sobretudo, quando vimos um telejornal nacional à hora de jantar! Para combater essas más influências necessitamos de aprender técnicas de auto protecção. Não se trata de combatermos valores sobrenaturais malignos, trata-se antes de fortalecer a nossa psique contra qualquer ataque psicológico. Os especialistas sugerem as mais diversas fórmulas, desde as aparentemente absurdas extraídas do receituário elaborado pela famosa ocultista e mulher de virtude, alentejana, madame Balbina da Mouca, até à prática de técnicas de meditação, passando pelos típicos amuletos, como patas de coelho, ferraduras, pés-de-cabra, cornos {estes últimos sempre atrás da porta de casa} etc., passando pelas visualizações, pelas orações e fórmulas mágicas estilo: «o raio que os parta mais as suas promessas eleiçoeiras!», «cambada de chulos!», «e se fossem gamar prá estrada?», e por aí fora. De igual forma sugerem a recorrência a Feng Shui ou terapias psicológicas como a programação neurolinguística, defumações com dentes de alho, louro, pimenta da índia e coisa e tal, desde a retrete às capoeiras das galinhas. O ideal será reforçar o nosso magnetismo natural e a nossa aura com pensamentos positivos e esconjuros do género: «vá-de-retro-satanás ó pencudo!», «Devias morrer com a doença das vacas loucas!»... Cada pessoa deve-se defender em função da sua personalidade e circunstância, no entanto, por mais que queiramos desenvolver uma atitude positiva, não parece ser suficiente para nos mantermos a salvo de influências negativas especialmente as que precedem do nosso subconsciente, sem falar da caça à multa e dos assaltos à mão desarmada a que podemos estar sujeitos no dia-a-dia. Há pessoas que usam amuletos e estão certas que o seu uso é verdadeiramente eficaz e protector. Outras, pensam-se a salvo, dando de frosques pura e simplesmente deste país para bem longe. Que valor podem, pois, ter os amuletos. Não será antes, este, um fenómeno de sugestão? É muito provável que o seu efeito ou capacidade para proteger se deva em grande medida à crença que se deposita neles. Os mesmos, são capazes de produzir uma profunda resposta emocional em algumas pessoas e servem-lhes de ajuda para intensificar a sua energia psíquica e sexual protegendo-as de influências externas negativas. Pelo menos assim costuma acontecer com o «mal de olho» ou inveja. Quando a vítima está consciente desse olhar de inveja, o medo pode vir a afectá-la de forma grave, uma vez que as ideias aceites pelo cérebro costumam converter-se em actos e vai daí, pimba! – Se puder arreia umas valentes mocadas no invejoso. Em África, por exemplo, o bruxo que faz o «mal de olho» assegura-se de que a vítima fique a saber do seu acto: esse é o segredo do seu êxito. Quando a vítima sabe que foi sujeita a mau-olhado a combinação da fé na fatalidade e a auto-sugestão incidem em que a maldição se torne realidade e favorecem a que ela se abandone física e espiritualmente ao facto. Da mesma forma também se pode aprender a proteger-se. As fórmulas são muitas, no entanto, a sua eficácia dependerá sempre do empenho que se ponha em fazê-las funcionar, é claro! Genoveva das Chagas

Ventos de Mudança!

Temos sido espectadores/intervenientes de uma sociedade em profunda mudança, e face aos recentes desenvolvimentos que têm ocorrido, estamos cientes de que se encerrou um ciclo e que outro lhe sucederá, talvez mais virado para o aprofundamento dos valores éticos que se perderam com a voragem da sociedade de consumo e a busca do lucro fácil, onde haja mais solidariedade e fraternidade. Não dispomos de uma varinha mágica para acabarmos com a “crise” que se manifesta à escala global, em moldes tais que teríamos considerado ficção há uns tempos. Mas enquanto indivíduos há algo que está ao nosso alcance e que até é fácil de pôr em prática: é precisamente deixarmos em legado às gerações vindouras um ambiente sustentável, com ar puro, água potável suficiente para todos os habitantes da terra, boas condições climáticas, sem emissões excessivas de C02 para a atmosfera. Portanto, os pequenos gestos diários de racionalização e reutilização de recursos e reciclagem (ou seja, a regra dos 3 Rs) são importantíssimos para evitar o desperdício de bens que começam a ser escassos. São tantos os exemplos, à nossa volta, desde os cuidados a ter com os consumos de energia, de água, de papel, de plásticos que não sejam biodegradáveis, que verdadeiramente todos os contributos que possamos dar, ainda que modestos, irão ter impacte na melhoria do ambiente que nos rodeia e, pelo menos, poderemos sentir que contribuímos para, de algum modo minimizar, as graves consequências do aquecimento global e das mudanças climatéricas que já se fazem sentir. A.M.B.S.

Assim vai Portugal!

26.03.2009 Fonte: Lusa O projecto «Sopa da Noite», promovido pela Santa Casa da Misericórdia do Porto, arrancou ontem à noite na Casa da Rua, tendo servido três dezenas de sopas aos mais necessitados. O projecto está previsto para apoiar 150 pessoas, mas na primeira noite teve a concorrência de iniciativas móveis de distribuição de alimentos, que também decorrem no Porto. 06 Abril 2009 - 00h30 Saúde: Amanhã assinala-se o dia mundial Listas de espera com 655 mil utentes Os dados mais recentes do Ministério da Saúde revelam que mais de 655 mil portugueses estão em listas de espera no Serviço Nacional de Saúde. Em Março de 2008, cerca de 474 mil utentes estavam inscritos para uma primeira consulta de uma especialidade médica. Na lista de espera para cirurgia estavam inscritos, em Setembro de 2008, 181 099 doentes. Não há dados mais recentes. Fonte do Ministério da Saúde garantiu que "em breve" serão divulgados dados actualizados.Na véspera do Dia Mundial da Saúde, são várias as queixas em relação ao serviço público de saúde no País. 'No Hospital Garcia de Orta, em Almada, o tempo médio de espera para uma ressonância magnética é de três anos. Como é que uma pessoa com problemas de coluna pode esperar três anos?', questiona José Luís Salles, da Comissão de Utentes da Saúde do Concelho do Seixal, um concelho que reclama há vários anos pela construção de uma unidade hospitalar. 13 Abril 16h47 Ministra da Educação garante Escolas resolvem casos de carência alimentar. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, garantiu esta segunda-feira que as escolas resolvem todos os casos de carência alimentar que identificam e considerou alarmistas as declarações do director-geral de Saúde sobre os problemas de alimentação de alguns alunos. O director-geral de Saúde, Francisco George, sugeriu que as cantinas escolares abrissem durante as férias da Páscoa para suprir necessidades alimentares de algumas crianças, mas a ministra criticou o alarmismo e disse não estar preocupada com esta matéria pois “as escolas já tratam deste problema há muito tempo. Têm uma acção muito eficaz, superando eventuais necessidades de apoio por parte das famílias”.Francisco George avançou que estão previstas 'medidas de contingência' para responder aos efeitos da crise económica na saúde dos portugueses, nomeadamente no campo da alimentação das crianças, sobretudo as que estão em idade escolar. O director-geral de Saúde diz que já surgiram crianças com fome devido à crise, mas garante que 'ainda não constituem um problema de dimensão preocupante'. Já há escolas com cantina aberta durante as férias. Medida é proposta pela Direcção-Geral da Saúde para combater carências alimentares fruto da crise. 00h30 Jornal de Notícias E o caso de Sintra pode servir de exemplo. A autarquia alargou o almoço gratuito a crianças que não cabiam nas definições previstas na acção social escolar, no caso do Ensino Básico (que compete às câmaras). Além de fornecer também o lanche, há dois ou três anos resolveu abrir as cantinas durante as férias. Exactamente aquilo que propõe Francisco George. 2009-04-13 17:01:06 Fábrica de Conteúdos Deterioração das condições económicas reflecte-se nas crianças. Hospital Amadora-Sintra recebe mais casos de fome e falta de higiene. O número de crianças com fome e falta de higiene que dá entrada no Hospital Amadora-Sintra tem vindo a aumentar desde há um ano e meio. As carências alimentares devem-se às condições económicas das famílias que se debilitam com a crise. Qimonda vai despedir até 400 trabalhadores A unidade de Vila do Conde vai eliminar entre 300 a 400 postos de trabalho, anúncio que será feito amanhã, avançou fonte da empresa. Lusa 17:13 Segunda-feira, 13 de Abr de 2009 A Qimonda vai dispensar os funcionários da fábrica de Vila do Conde que estão com contratos a termo, anúncio que será feito terça-feira, disse hoje à Lusa fonte da empresa. Esta vaga de dispensas deverá atingir entre 300 a 400 pessoas, acrescentou a fonte da Qimonda. O número manteve-se até agora, em segredo, uma vez que a direcção referiu "não perturbar as pessoas nesta época em que se assinalou a Páscoa". Os directores dos vários departamentos da Qimonda já têm a lista dos dispensados, que será divulgada no encontro desta terça-feira, que começa às 07:00 da manhã. "Esperam-se horas muito difíceis na fábrica, porque vai ser dramático comunicar a tantas pessoas que, a partir de agora, vão ficar sem emprego", acrescentou a mesma fonte. Até agora, os funcionários têm mantido a esperança num possível investidor, mas a direcção da multinacional portuguesa nada tem adiantado sobre esse assunto, o que leva a concluir "que não há nenhuma proposta concreta para a compra da fábrica", disse um dos trabalhadores. Comércio vive dias inseguros Lojistas da freguesia de Belas ameaçam manifestar-se devido à vaga de assaltos e furtos 00h30m Jornal de Notícias TELMA ROQUE Os comerciantes têm armas apontadas à cabeça em plena luz do dia. Os moradores andam com medo de sair à rua. Em Belas, Sintra, há quem pense em fechar as lojas em sinal de protesto ou colocar faixas negras nas ruas.Bancos, clubes de vídeo, lojas de tintas, restaurantes, cafés, papelarias ou lojas de telecomunicações. Nada escapa à cobiça dos ladrões. De noite ou de dia, assaltam, a eito, cada um dos estabelecimentos, estejam ou não clientes.Na Avenida General Humberto Delgado e Rua Margarida Malheiros, todos os comerciantes têm histórias para contar. Muitos já sentiram os canos de uma arma encostados à cabeça ou a lâmina de uma faca no pescoço. Abertamente, os comerciantes não falam sobre os protestos, apenas alegam que a paciência está a esgotar-se e que é preciso "fazer qualquer coisa". Os moradores também andam assustados. "Saio o menos possível e, quando escurece, tranco-me em casa", diz Fernanda Santos, que reside há mais de duas décadas na zona. Conclusão Ser Português já não é um desígnio nacional, mas uma fatalidade conjuntural, endémica e sistémica que transforma cada um de nós num herdeiro aprisionado de um passado mal gerido e nos lança para um presente onde aqueles que deveriam proteger-nos se dirimem em escusas falsamente promissoras e estranhas à sua sempre adequada acção. São os tempos da mundialização/globalização que, num ápice, converteram este cantado «jardim ocidental» num palco diário de notícias dolorosas, de infâmia, de corrupção consentida e silenciada, de despedimentos, de miséria e de FOME. Que os grilhões do medo não regressem e nos impeçam definitivamente de gritar a dor e a revolta de Abril! 14 de Abril de 2009 MJVS

terça-feira, 14 de abril de 2009

ESTAREMOS PRÓXIMOS DE UMA NOVA ERA GLACIAR?

Todos nós nos interrogamos da razão do clima ter vindo a sofrer grandes alterações nestas últimas décadas e em especial nos últimos anos. O tempo parece ter enlouquecido. Calor em Fevereiro, chuva em Agosto. Será que o aquecimento global do planeta nos estará a levar para uma catástrofe? Será este o pronuncio de uma nova era glaciar? Mais, será que a Humanidade é causadora deste estado de coisas? A tese de que o aquecimento da Terra se deve ao efeito de estufa provocado pela actividade humana, nomeadamente a emissão de gases para a atmosfera, começa a pôr-se em dúvida. Inclusivamente este dado é reconhecido pelos próprios autores desta teoria, como o Nobel Mário Molina ou James Hansen, cientista da NASA. Nos inícios do ano de 2002, vários estudos publicados na revista Science y Nature transmitiam-nos outro dado insólito: a Antártida, o barómetro da mudança climática, em geral encontra-se em fase de um arrefecimento mais acentuado, pese embora o degelo nalgumas das suas regiões. A razão porque isso ocorre é um mistério, levanta-se no entanto a hipótese do facto de antes de uma era glaciar o mundo ter sempre aquecido e aumentado o CO2. Este facto, por si, pode ser o suficiente para mudar o clima e as correntes marítimas, culminando numa fase de arrefecimento, que é o que se crê que se estará a iniciar agora na Antártida. Inclusivamente, o aumento que se tem registado nas actividades vulcânicas estará relacionado com o processo de glaciação eminente. Assim, crê-se que a Terra sempre esfriou após um largo tempo de deslocamento das placas polares e continentais, por movimentos de rotação, translação e balanço do eixo da Terra, ou devido ao impacto de asteróides. As mudanças climáticas mais bruscas ocorreram sempre em período glaciares ou pré-glaciares quando grandes placas de gelo se afastaram das regiões polares. O degelo e as inundações globais constituem um aviso para uma eminente mudança climática. Nos últimos 1,8 milhões de anos produziram-se umas 17 glaciações e em toda a história da Humanidade, duas ou três elas foram mais significativas. Após a primeira, há uns 200 milhões de anos em que se extinguiram muitas espécies, surgiram animais de grande porte e nasceram os dinossauros. A Terra, que estava unida, começou a separar-se em continentes. Seguiu-se uma outra glaciação há uns 65 milhões de anos, altura em que os dinossauros e outras espécies desapareceram misteriosa e repentinamente, dando lugar ao surgimento de espécies animais mais pequenas, os primeiros antepassados do Homem. Nesse período, os continentes tomaram a forma actual, numa altura em que não havia aerossóis e o CO2 era maior que agora. Entretanto, há cerca de 12000 anos houve outra glaciação, quando desapareceram os mamutes, repentinamente. Após este período, com um clima mais temperado começaram a desenvolver-se as primeiras Civilizações conhecidas. Não tenhamos dúvidas que quando houver uma nova era glaciar, mudará a face da Terra, a biologia a economia… Muitas espécies vegetais e animais desaparecerão, outras sofrerão mutações, incluindo o Homem… enfim, os pilares em que assenta a actual Civilização. P.P.

SEREMOS TODOS ESCUTADOS?

Num aspecto os portugueses têm de estar todos de acordo: desde o 25 de Abril de 1974 houve efectivamente uma grande evolução em Portugal… nas escutas telefónicas. Nunca o último chefe da PIDE, Silva Pais, sonhou com esta maravilha tecnológica da invasão da esfera privada dos cidadãos. Uma coisa assim, só seria possível para os pides, no quadro da ficção científica. Sem querer por em causa a «bondade» de quem ordena as escutas telefónicas em Portugal, seria curioso sabermos quais os critérios adoptados para que centenas, senão milhares de cidadãos deste país, tenham a sua vida privada devassada por esta via. Se nalguns casos se entende, como no que reporta a suspeitos de tráfico de droga, escândalos de corrupção, emigração clandestina e redes de prostituição, entre outros crimes, já não se compreende, que, alegadamente, as conversas telefónicas do ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, no exercício das suas funções, tenham sido, alegadamente, durante largos meses escutadas, por via de telefonemas com pessoas suspeitas do caso da pedofilia, por exemplo, ou a tal história do envelope número não-sei-quantos. Ainda na ocasião, veio a lume na imprensa, que até membros do Conselho de Estado, ministros, deputados e outras figuras gradas da nação, para além de dezenas de milhar de cidadãos anónimos, só porque alegadamente são conhecidos, familiares ou amigos de suspeitos, terão sido objecto de devassa nas suas comunicações telefónicas. Hoje, por via de badalados casos sem fim à vista, que enchem páginas de jornais e não só, as escutas telefónicas voltam a ser comentadas. De acordo com as autoridades, o destino dessas gravações encontra-se previsto na lei. Na verdade, os governos deste país, desde os tempos salazarentos, tem tido, sempre, o condão de aderir rapidamente às modernices que vêm de fora, refira-se: aquelas que sejam de molde a controlar e «domesticar» os cidadãos. Foi um hábito que se enraizou! … É claro que as modernas tecnologias das polícias portuguesas, incluindo as das secretas, mesmo as das super-secretas, são fornecidas pelos parceiros políticos de Portugal. Por cá não se fabricam sistemas sofisticados de escutas. O mais sofisticado dos sistemas de escutas inventados pelos portugueses, é o de encostar as orelhas às portas e paredes, que segundo parece, continua a ser muito utilizado. Temos de nos render, Portugal encontra-se na senda da modernidade e tem por parceiros de alianças políticas, países como os E.U.A. e a Grã-Bretanha, paizinhos do mais sofisticado sistema de escutas ao cimo do planeta, o sistema Echelon. Trata-se de um sistema que parece ter saído de um filme de ficção científica, mas é bem real e poderoso, tão eficaz, como mal conhecido. Em suma: o Echelon é um sistema de intercepção, classificação e avaliação das telecomunicações, no entanto, possui algumas características que o tornam único, em confronto com sistemas similares de espionagem em todo o mundo. O Echelon é formado por um «consórcio» de diversos Estados: os E.U.A, a Grã-Bretanha, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia, todos, países anglo-saxónicos, como podemos verificar. Cada um desses países tem um campo de actuação e partilha com os restantes do seu clube, as suas descobertas. Este procedimento visa contornar espinhos legais como por exemplo: uma vez que a N.S.A. {serviços super-secretos americanos}, está proibida, por lei, de fazer espionagem dentro dos Estados Unidos da América, pede aos seus congéneres da Grã-Bretanha ou do Canadá, para as fazer por eles. Aliás, a N.S.A., opera três satélites produzidos pela TRW, que tem o nome de código Orion/Vortex, que se encontram localizados numa órbita de 35000 km, além de possuir dois satélites construídos pela Boeing, com o nome de código Trumpet, que estão entre 200 e 35000 km respectivamente. Além disso, existem sete estações de monitorização ilegal de escutas. O Echelon foi concebido para se comportar como uma entidade inteligente e por isso não se limita a interceptar mensagens e retransmiti-las, uma vez que o volume de comunicações existentes tornaria tal procedimento impraticável. Assim, adoptaram-se procedimentos informatizados de reconhecimento de voz e de contexto e, de busca de palavras-chave. As mensagens passam pelo crivo de um «dicionário» em busca de concordâncias. Se for apanhada alguma, a mensagem será alvo do tratamento e classificação correspondentes. É assim a modos que andar à pesca de forma inteligente, apanhando-se só os peixes que interessam. O Echelon foi desenhado especificamente para captar e processar grandes quantidades de informação através das redes de transmissão civis. Enquanto as redes de espionagem militar possuem os seus próprios espiões electrónicos, o Echelon ocupa-se do filão das telecomunicações civis: telefone fixo, telemóveis, fax, Internet… Os telemóveis mesmo sem estarem conectados em conversação, basta estarem ligados, que funcionam como microfones para o Echelon {e não só}. Este sistema rastreia tudo e a sua espinha dorsal é composta por um conjunto de estações em terra ligadas a uma rede de satélites de intercepção. A estação de Morwenstow {Grã-Bretanha}, encarrega-se de coordenar as escutas dos satélites de comunicação Intelsat, situados na Europa e nos oceanos Indico e Atlântico. Mais duas estações: Menwith Hill, na Roménia, e Bad Aibling, na Alemanha, encarregam-se dos satélites não-Intelsat. Não obstante, o Echelon apanha tudo, que não só através dos satélites referidos, caso das comunicações dos telemóveis, que funcionam por meio de frequências de microondas, ou dos cabos submarinos, para o que possuem um mini-submarino, o USS Parche. No caso dos cabos de fibra óptica, conversores opto-electrónicos e por aí fora. Este é um sistema que ultrapassa tudo o que foi imaginado até hoje em filmes e séries de ficção científica estilo «Ficheiros Secretos». Tudo o que cada um de nós cidadãos faz em termos de movimentos de contas bancárias e outras comunicações electrónicas, é passível de ser monitorizado pelo Echelon, sobretudo políticos, militares, empresários ou jornalistas. A N.S.A. é quem controla e administra este sistema de escutas, a partir da sua sede em Fort Mead {Maryland}. Para um sistema que foi concebido nos anos setenta do século XX, pode-se calcular as potencialidades do mesmo, tendo em atenção os espantosos avanços tecnológicos havidos desde então, pelo menos, aqueles que o público sabe… O sistema Echelon foi concebido em pleno auge da Guerra-Fria e se então, se poderia compreender a sua existência, tendo em conta a permanente tensão político-militar entre os países do Ocidente e os países de Leste, a razão de continuar a existir e desenvolver-se um tal sistema de espionagem mundial, só podemos entende-lo na perspectiva do domínio económico e militar dos países anglo-saxónicos e seus aliados, sobre o restante planeta. Segundo rumores vindo a público, a intercepção das comunicações por via do Echelon, tem rendido contractos milionários a grandes empresas americanas e até francesas, a saber. Dentro da Comunidade Europeia, alguns representantes de Estados membros, por diversas vezes tem vindo a terreiro discutir esta questão, mas até ao momento sem resultados práticos, em defesa dos valores das liberdades individuais, comerciais e políticas das nações que se sentem um bocado à margem da repartição da fatia do «bolo». P.M.P.

O MISTÉRIO DAS MÚMIAS DO VATICANO

O cadáver do papa João XXIII, morto em 1963 encontra-se preservado. O corpo, segundo médicos legistas e autoridades eclesiásticas, encontra-se intacto, mantendo, inclusive, o sorriso que lhe permitiu ser apelidado como o Papa Bom. O rosto está perfeito, com os olhos fechados, a boca entreaberta, mantendo os seus traços peculiares. O corpo encontra-se sepultado no subsolo da Basílica de São Pedro, cripta que alberga vários papas. O túmulo de João XXIII, um dos mais carismáticos chefes da Igreja em todos os tempos, é um dos mais visitados. Para facilitar o culto ao antecessor, em tempo, João Paulo II transferiu os restos mortais para a capela de São Jerónimo, no interior da Basílica. Em Janeiro de 2001, os legistas retiraram o esquife e abriram as três urnas, duas de madeira e uma de chumbo, que guardaram o corpo por quase quatro décadas, tendo ficado surpreendidos com o impressionante estado de conservação. Especialistas que estudaram o cadáver garantiram que a ciência tem uma explicação para o fenómeno. João XXIII não foi embalsamado, mas, logo após a morte, o seu corpo foi banhado em substâncias químicas para se manter em bom estado durante os cinco dias que duraram as cerimónias fúnebres. «O oxigénio não podia entrar na urna de chumbo, o que impediu o apodrecimento», disse Vincenzo Pascali, médico legista da Universidade Católica de Roma. «Isso não autoriza comentários sobre causas sobrenaturais». O secretário-geral do Vaticano evitou falar em milagre. Mas declarou-se emocionado: «Foi uma grata surpresa ver o rosto de uma pessoa querida depois de tantos anos». A Igreja, que em outros tempos classificaria o fenómeno como algo sobrenatural, hoje prefere dar ouvidos aos cientistas. Nas últimas duas décadas, a Santa Sé patrocinou investigações em dezenas de corpos de santos e beatos que se mantêm incorruptos há séculos. Expostas em igrejas, múmias sagradas alimentam a fé de multidões de fiéis. Tornaram-se conhecidas na Idade Média como «incorruptíveis» por desafiar o tempo e as leis da natureza. A parceria entre cientistas e teólogos identificou a intervenção do homem em muitos eventos atribuídos à graça divina. O caso mais curioso é o da santa italiana Margaret de Cortona, morta em 1297 e venerada como padroeira das ex-prostitutas. Adolescente pobre, tornou-se, aos 17 anos, amante de um negociante muito rico. Viveram juntos por uma década e tiveram um filho, para escândalo do lugarejo onde viviam. Apesar dos apelos de Margaret, o amante jamais aceitou casar-se com ela. O caso acabou em tragédia: foi assassinado por um malfeitor. Margaret divisou neste acontecimento um «sinal de Deus». Segundo os registos da Igreja, ela converteu-se e decidiu devotar a sua vida aos pobres. O corpo da santa encontra-se exposto numa campa gótica na catedral de Cortona, província da Toscana. Ao longo dos séculos, fiéis veneraram o cadáver como um sinal de santidade. A pedido do Vaticano, o médico legista italiano Ezio Fulcheri, professor da Universidade de Génova, examinou o corpo preservado. Bastou despi-la para ver os sinais de manipulação. Incisões nas coxas, na barriga e no peito denunciavam os pontos usados para injectar conservantes. Mais tarde, Fulcheri debruçou-se sobre documentos da Igreja. Descobriu que Margaret fora mumificada a pedido dos fiéis. A verdade perdeu-se no tempo., porém, a lenda ficou. Pesquisas encomendadas pela Santa Sé identificaram intervenções nada sobrenaturais noutros ícones. Todos eram santos e beatos adorados nas províncias italianas de Úmbria e da Toscana. Viveram entre os séculos XIII e XV, como Santa Clara de Montefalco, São Bernardino de Siena, Santa Catarina de Siena e Rita de Cássia, santa das causas impossíveis. Devotos diligentes incumbiram-se de preservar os seus restos, mas, em certos casos, não se contentaram com isso. Santa Clara de Montefalco, por exemplo, teve o corpo dissecado pelas freiras da congregação a que pertencia. «Se procuram a cruz de Cristo, encontrarão o sofrimento do Senhor no meu coração», costumava dizer a santa. As religiosas levaram a mensagem à letra. Após a morte, remexeram as vísceras de Clara à procura de sinais sagrados. Recolheram três cálculos da vesícula, supostos símbolos da Santíssima Trindade. Também divisaram Jesus crucificado numa mancha do coração, guardado num relicário. A ciência, contudo, não consegue explicar a conservação de todos os santos mumificados. O caso mais intrigante é o de Santa Zita (1218-1278), que viveu em Lucca, na Itália. Ela foi um exemplo de bondade. Dormia no chão, depois de ter cedido a própria cama a uma mulher pobre. Também jejuava para doar comida aos famintos. Quando morreu, foi sepultada numa vala comum. Exumado três séculos depois, o seu corpo estava completo e intacto. Sem nenhum sinal de manipulação. Permanece, assim, até hoje, passados mais de 700 anos. «É uma bela múmia», diz o legista italiano Gino Fornaciari, da Universidade de Pisa, que já examinou vários «incorruptíveis». Como Santa Zita, os corpos de santos como Ubaldo de Gubbio e Savina Petrilli mantém-se conservados sem explicações científicas convincentes. Especialistas acreditam que as condições climáticas existentes no interior das igrejas, onde a maioria dos «incorruptíveis» foi sepultada, podem explicar o fenómeno. «A temperatura nas igrejas é baixa e há pouca variação entre o Inverno e o verão», observa o médico Ezio Fulcheri, legista da Universidade de Génova. Ao estudar as múmias veneradas, Fulcheri conseguiu desvendar a origem do culto. O costume de sepultar santos em igrejas remonta à decisão do imperador romano Constantino, que no século IV ergueu uma catedral no lugar em que São Pedro fora enterrado. Fulcheri suspeita que o tratamento do corpo de Cristo com óleos e resina, logo após ter sido crucificado, inspirou a preparação química dos ícones católicos mortos, sejam leigos abnegados, sejam sumos pontífices. A fé dos devotos fez o restante Pedro Manuel Pereira